Luanda - Elisabeth Rank Frank protagonizou um acto que em nada abona o bom nome da corporação a que pertence. As vítimas do alegado comportamento foram dois jornalistas deste semanário em pleno exercício da actividade, a quem esta alta patente da Policia Nacional destratou.

Fonte: NJ

A conselheira do comandante-geral da Polícia Nacional, comissária-chefe Maria Elisabeth Rank Frank, ou simplesmente “Bety”, atacou grosseiramente, esta semana, dois jornalistas do Novo Jornal que se deslocaram ao Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo Serra Van-Dúnem” para cobrirem a 1.ª Conferência Nacional de Formação de Mulheres Polícias.


O episódio ocorreu quando os repórteres deste semanário se puseram dentro das instalações onde foram recebidos por uma equipa do protocolo da organização que os autorizou a cobrir a actividade, fornecendo-lhes ao mesmo tempo o programa do evento.


Apercebendo-se de que a formação acontecia simultaneamente em várias salas da instituição, os repórteres decidiram deslocar-se a uma outra, onde decorria a palestra A Inteligência Emocional, uma mais-valia da Mulher Polícia.


No meio do trajecto, depararam-se com a comissária-chefe Elisabeth Ranque, a quem a equipa se dirigiu para saudar e colher mais informações sobre a actividade. Para o espanto dos jornalistas, a comissária-chefe Bety, “arrogantemente”, atirou-se aos gritos contra os repórteres: “Quem vos mandou vir aqui? Como chegaram até aqui e sem credencial? Quem vos deu este programa?”, gritou a antiga comandante de Luanda, para em seguida estender a mão e receber o programa da actividade aos jornalistas, que, “incrédulos”, observaram a chefe de polícia a fazer ligações telefónicas para os membros da sua equipa, vociferando:
“Vocês não têm autorização para estar a circular dentro do centro, isto é uma instituição policial. A segurança aqui não funciona”, desatou.


Posteriormente, apareceu um oficial que reconheceu a atitude “arrogante” da chefe e pediu desculpas pelo sucedido, encaminhando os repórteres à superintende-chefe Engrácia Costa, que, de igual modo, “educadamente”, pediu desculpas aos jornalistas deste semanário.


“Porque é que não procuraram a tia Engrácia, filhos? A comissária-chefe Bety é a coordenadora da REMPA, mas a porta-voz da actividade é a Anisabel, então vou encaminhar-vos até ela para vos fornecer informações da actividade”, disse a superintendente-chefe Engrácia Costa aos repórteres, que ainda tentou contactar telefonicamente a coordenadora do evento, sem sucesso.


Refira-se que a actividade foi promovida pela REMPA, organização feminina da Polícia Nacional, coordenada pela comissária-chefe Elisabeth Rank Frank, a quem, no meio castrense, são atribuídas particularidades de ser “muito rígida, inconsistente e pouco criteriosa”, que “usava excessivamente a punição como ferramenta disciplinar”, no seu tempo de comandante.

 



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