Luanda - Enquanto que o antigo comandante-geral da Polícia Nacional, Alfredo Eduardo Mingas ‘Panda’, colocou o cargo à disposição por estar envolvido num processo de acidente que resultou em dois mortos, em sentido contrário, Nazareth Neto (NN), ex-PCA do Porto de Cabinda, aceitou o cargo de director-geral do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), apesar de pesar sobre si um processo de descaminho de 2 milhões de dólares durante os últimos meses em que desempenhou o cargo de PCA da Empresa Portuária de Cabinda. Por:‘Panda’ foi, ao pôr o cargo à disposição, inteligente e é visto com respeito. Em suma, foi coerente.

Fonte: Club-k.net

Era suposto Nazareth Neto pôr também o cargo à disposição, e com urgência, para não fazer «show off», mas por respeito ao cargo e ao Povo. Quando assim não acontece, os cidadãos podem realizar uma acção popular, já que em causa está desvio de fundo público.


Sobre o desvio dos 500 milhões de kwanzas, Nazereth Neto, ao ser indagado, faltou à verdade [mentiu], dizendo que este montante serviu para corromper o Ministério das Finanças e do Trabalho para a regularização dos impostos. Segundo fontes, houve, também, cerca de 40 milhões de kwanzas que foram desviados e transferidos para a conta dum familiar do administrador financeiro, identificado por Pitra, tendo, por sua vez, sido depois repartidos para as suas contas pessoais.


É nesta perspectiva que mais de cinquenta portuários cabindenses ameaçam, no dia 16 de Outubro, remeter uma carta ao Presidente da República, João Lourenço, sobre o relatório das actividades desenvolvidas durante o ano de 2017 da Empresa Portuária de Cabinda, que atribui responsabilidades ao ex- PCA, Nazareth Neto pelo buraco de mais de 500 milhões de Kwanzas que a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá “arquivado” ou “ignorado”.


Embora o relatório seja datado de 15 de Janeiro do corrente ano, a PRG, sob liderança de Hélder Pitta Grós, não muge nem tuge.


Nazareth Neto, recentemente, criou embaraço a duas figuras que podem fazer o seu processo levá-lo às masmorras, nomeadamente: o Procurador-geral da República Hélder Pitta Grós, e a nova Presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Gambôa.

Como é que Nazareth Neto os criou embaraço? Tudo aconteceu assim: recentemente, a nova presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Gambôa, para participar recentemente nos festejos do seu aniversário realizado na sua quinta, localizada na Kilunda, na Funda, junto a uma das fazendas do ex- Presidente da República, José Eduardo dos Santos.


Dado ao facto de o Tribunal de Contas ser o órgão que investiga as contas das empresas estatais, Nazareth Neto deu-se ao luxo de convidar a juíza- Presidente do Tribunal de Conta, de modo a criar constrangimento para a integridade daquela.


Sobre o Procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, este foi visto recentemente com Nazareth Neto, em convívio, rindo às gargalhadas. Ao que tudo indica, Nazareth Neto também já conseguiu embaraçar o PGR Hélder Pitta Grós e, por essa razão, vai comentando que o seu processo vai dar em nada e como está a dar.


Para melhor facilitar a investigação, o gestor em questão deve pôr o cargo à disposição, uma vez que cada dia que passa surge uma denúncia sobre ele. Agora, por exemplo, Nazareth Neto é também acusado de, até hoje, não pagar as dívidas dos motoristas do Porto de Cabinda. Segundo estes, Nazareth Neto manadava-os para regularmente para Luanda, na sua quinta, localizada na Funda.


Os motoristas eram mandados para esta quinta para, entre várias coisas, transportar os produtos produzidos na quinta e levar para vender em Cabinda, onde foi PCA daquele porto. No entanto, de acordo com os queixosos, Nazerteh Neto nunca os pagou, dando-lhes apenas de beber e comer uma vez a outra.


Deixavam as suas famílias em Cabinda, tudo porque o ex-PCA Nazareth Neto os mandava para Luanda trabalhar na sua quinta, tudo a custa e transportes da empresa, chegando mesmo na viverem na quinta por bom tempo.


Ninguém podia reclamar e, caso alguém o fizesse, era severamente punido. Demita-se, sr. Manuel Nazareth Neto!



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