Lisboa – A dedicação especial com que o Presidente do Tribunal Supremo, Rui Constantino da Cruz Ferreira tem se aplicado em torno do processo crime contra  José Filomeno dos Santos, é associada em meios habilitados, ao facto de a sua firma privada, “RGT – Advogados”, prestar assessoria jurídica aos interesses econômicos do filho do ex-chefe de Estado angolano. No processo crime  sobre a  gestão do Fundo Soberano de Angola, Zenú é defendido por um outro escritório, o “Legisveritas”, dos advogados Bangula Quemba e Benja Satula.

 

Fonte: Club-k.net

Empresa de Zenú pagou USD 240 mil por uma   consultoria 


A firma ‘RGT – Advogados’ é detida  por Rui Ferreira e Guilhermina Prata, ambos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. O terceiro sócio é o advogado angolano Teodoro Alexandre Soares Bastos de Almeida. O nome da firma ‘RGT – Advogados’ tem as iniciais dos três juristas que são os seus fundadores.

 

Por imperativos constitucionais, tanto Rui Ferreira como Guilhermina Prata, estão impedidos de exercer advocacia enquanto ocuparem os cargos de juízes do Tribunal Supremo e do Constitucional, respectivamente.  Porém, é o socio  Teodoro Alexandre Soares Bastos de Almeida quem presta directamente assessoria jurídica aos negócios que José Filomeno dos Santos partilha com o seu “testa de ferro”, Jorge Gaudens Pontes Sebastião.

 

Em Julho de 2017, foi Teodoro Bastos de Almeida quem assessorou a parte jurídica do “golpe” que Zenú dos Santos e o seu amigo Jorge Pontes Sebastião aplicaram para defraudar o Banco Nacional de Angola. O despacho de pronuncia da Procuradoria Geral da República, confirma que esta dupla ao receberem 24 850 000 (vinte e quatro milhões e oitocentos e cinquenta mil euros)” de uma falsa consultoria ao BNA, logo a seguir, o “testa de ferro”, Jorge Pontes pagou Euros 242 790 ao advogado Teodoro Bastos de Almeida, sócio de Rui Ferreira.

 

O documento da PGR explica que os valores foram inicialmente transferidos do BNA para o Iban PT50 0033 0000 45504527481, domiciliado numa conta do banco Millenium BCP de Portugal, tutelada pela “Mais Finance Service, S.A”, empresa fantasma de Jorge Gaudens Pontes Sebastião. A partir da conta da “Mais Finance Service, S.A”, fizeram o pagamento ao advogado.

 

A semana passada, o jornalista angolano Ramiro Aleixo, denunciou em artigo publicado no Club-K, que Rui Ferreira, teria usado – sem sucesso - a sua veste de Presidente do Tribunal Constitucional para ordenar a soltura de Zenú dos Santos, filho de José Eduardo dos Santos, a quem o magistrado considera que “nunca lhe seremos suficientemente gratos pelos que fez pela paz”.

 

Esta segunda-feira (8), o juiz Rui Ferreira, subscreveu um comunicado de imprensa alegando que as denuncias em torno da sua tentativa de soltar Zenú, tratou-se de uma “campanha em curso de intrigas e falsidades para denegrir a imagem de juízes da corte”.

 

Sócio português confirma que ‘RGT – Advogados’ é detida por Rui Ferreira

A firma portuguesa NADVOGADOS, de Nuno Albuquerque, confirma no seu website que Rui Ferreira e Guilhermina Prata são os patrões da ‘RGT – Advogados’.

 

No seu testemunho a NADVOGADOS explica que “Tendo, no ano de 2008, ampliado a sua capacidade de actuação, através do início da prestação de serviços em Angola onde a sua actividade é, actualmente, efectuada com advogados de formação portuguesa, enquadrados com advogados de formação local e integrados, através do Dr. Nuno Albuquerque, inscrito na Ordem dos Advogado de Angola, na RGT ADVOGADOS, que é um dos primeiros escritórios de advogados em Angola, criado pelo Dr. Rui Ferreira e pela Dr.ª Guilhermina Prata logo após a liberalização da prática jurídica em 1992 e composto actualmente por 24 advogados.”

 



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