Luanda - A explosão de uma espoleta de morteiro provocou hoje a morte a um de três irmãos e ferimentos graves aos restantes dois no município da Cela, província angolana do Cuanza Sul, anunciaram as autoridades sanitárias locais.

Fonte: Lusa

O acidente, que ocorreu no setor da Chatala, atingiu mortalmente um menor de 14 anos, e deixou feridos os outros de dez e de 15 anos que se encontravam na lavra com a mãe, que saiu ilesa.

Segundo o chefe do banco de urgência e cirurgia e ortopedia do Hospital Regional da Cela, Alfredo Pedro, o artefacto foi acionado pela criança que morreu devido à explosão suscitada ao bater com uma enxada sobre o objeto.

Alfredo Pedro disse que os feridos apresentam fraturas nos membros superiores e abdómen.

Trata-se do segundo acidente com explosivos registado nos últimos dois meses na província do Cuanza Sul.

Na última semana de setembro, a explosão de uma mina no setor do Quingila, arredores da cidade de Malange, casou a morte a duas crianças e o ferimento a três outras, também o segundo acidente com minas a afetar aquela localidade este ano, depois de, em julho, ter sido registada a morte de dois adolescentes.

A 06 do mês passado, um relatório da International Campaing to Ban Landmines (ICBL) indicou que Angola é um dos 11 países que ainda têm mais de 100 quilómetros quadrados de áreas com minas terrestres.

Os engenhos explosivos foram colocados sobretudo durante a guerra civil de 27 anos, que acabou em 2002, e muitos continuam ativos, sendo responsáveis por milhares de mortes e ferimentos, incluindo mutilações.

Segundo dados de 2016, Angola tinha um total de 1.858 áreas livres de minas e 1.435 por limpar, contando apenas com apoio financeiro dos Estados Unidos, Japão, Suíça e União Europeia (UE).

 



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