Lisboa - O Presidente de Angola, João Lourenço, exortou esta sexta-feira, no Porto, os empresários portugueses a investirem a médio e longo prazo no país, em áreas como a agricultura, as pescas, a indústria e o turismo.

Fonte: Lusa

No encerramento do Fórum Económico Portugal – Angola, que decorreu esta manhã na Alfândega do Porto, João Lourenço pediu aos empresários para que ajudem a explorar “as imensas riquezas” existentes em Angola, país que oferece “vastas oportunidades de negócio”. “Reiteramos o nosso convite permanente para a necessidade do reforço do investimento privado direto de empresas portuguesas no nosso país”, disse.


O Presidente angolano pretende que o relacionamento entre os dois países “não se restrinja apenas ao comércio”, desejando “investimentos de médio e longo prazo em setores chaves da economia” definidos pelo Governo angolano para o período 2018-2021, como o turismo, a agricultura e a indústria. “Exorto a classe [empresarial portuguesa] a reorientar os seus interesses e investimentos [em Angola] essencialmente para estes domínios”, afirmou.

 

João Lourenço garantiu que “Angola tem hoje uma nova visão sobre o papel e a importância do setor empresarial privado e do investimento estrangeiro” na sua economia. “Temos consciência de que o grau de evolução e competência de vastos e variados setores da sociedade portuguesa, seja no domínio tecnológico, de gestão, de formação académica e de investigação, podem e muito potenciar o envolvimento ente as duas economias”, sublinhou.

 

Angola: há um “caminho delineado” para simplificar concessão de vistos

 

Portugal e Angola estão a trabalhar na simplificação dos procedimentos administrativos para a concessão de vistos de entrada, tendo já um “caminho delineado e bastante claro”, disse esta sexta-feira o Presidente da República de Angola, João Lourenço.

 

No âmbito da sua visita de Estado a Portugal, que esta sexta-feira decorre no Porto, João Lourenço afirmou esperar ter um “desfecho” para esta questão ainda no primeiro trimestre de 2019.

 

“Há ações por realizar que não estão concluídas, mas ficou o compromisso de a nível ministerial e a nível técnico continuarem [as delegações dos dois países] esse mesmo trabalho para ver se encontramos um desfecho ainda no primeiro trimestre de 2019”, referiu, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, António Costa.

 

O Presidente da República de Angola, que esta sexta-feira cumpre o segundo de três dias de visita a Portugal, explicou que as delegações dos dois países estão a trabalhar na facilitação de vistos entre cidadãos dos dois países, sobretudo “cidadãos comuns”, tendo já um “caminho delineado e bastante claro”. Desta forma, os dois governos divulgaram que vão realizar em Luanda, em 2019, reuniões da Comissão Ministerial Permanente e sobre o protocolo bilateral de facilitação de vistos.

 

A informação consta do comunicado oficial conjunto dos governos português e angolano, a que a Lusa teve acesso, que acrescenta que além da reunião da comissão ministerial, “dando expressão à importância da aplicação do Protocolo Bilateral sobre a Facilitação de Vistos, assinado em 2011”, os governos português e angolano acordaram na realização, igualmente em Luanda, no primeiro trimestre de 2019, da 4.ª reunião de Pontos Focais para a implementação daquele instrumento, que “potencia os fluxos turísticos, empresariais e de investimentos entre os dois países”.

 

De acordo com o documento, está ainda prevista para Lisboa, durante o ano de 2019, a realização de “consultas políticas” de altos funcionários dos dois governos.

 

Na quinta-feira, o chefe de Estado angolano, ao discursar na Assembleia da República, em Lisboa, afirmou: “Partirei de Portugal com a convicção de que esta minha visita em muito poderá contribuir para redinamizar a nossa parceria estratégica e privilegiada, na certeza que podemos ter pela frente um futuro comum promissor e bastante radioso”.

 

João Lourenço disse ainda que os dois povos “estão destinados a partilhar um futuro comum de solidariedade e entreajuda facilitado por idioma e valores comuns”, insistindo que Portugal é “um parceiro importante” com quem Angola mantém uma relação sólida e duradoura que precisa de ser alimentada e reiterada com gestos e atitudes de ambas as partes.

 

 



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