Luanda - O ex-presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, manifestou-se indisponível para participar como membro honorário na 6ª Reunião Ordinária do Comité Central (CC) do MPLA, que João Lourenço preside pela primeira vez na qualidade de líder do partido.

Fonte: NJ

"Tudo foi feito para que o nosso ex-presidente, o camarada José Eduardo dos Santos, participasse como membro honorário, mas infelizmente não houve disponibilidade", disse ao NJOnline um membro da direcção do partido.

 

Para além da ausência do ex-presidente, também a da filha, Welwitschea dos Santos (Tchizé), membro do CC, foi notada, o que levou muitos a concluírem que se tratou de uma acção combinada para não ouvirem o discurso do novo líder.

 

"Já sabiam que a intervenção do presidente do partido ia abordar vários assuntos que atingem a família, razão pela qual optaram não marcar presença", disse o membro do MPLA, Adão Santos Panda.

 

Na opinião de outro membro do MPLA, António Ramos Fiety, José Eduardo dos Santos "não é obrigado a estar presente neste tipo de reuniões e cabe a ele decidir se vem ou não".

 

Reagindo ao discurso do Presidente do MPLA, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, disse que o programa do partido no poder visa desfazer todos os vícios que prejudicam os angolanos.

 

"Todos vamos trabalhar para combatermos estes males que perigam a nossa economia. O discurso do presidente do partido chama a atenção para a necessidade de uma gestão correcta da coisa pública e evitar monopólios e tantos outros constrangimentos", frisou.

 

O membro do CC, Tany Narciso, ex-administrador municipal do Cazenga, observou ter havido "muitos excessos" no que diz respeito aos monopólios nos negócios.

 

"Nada contraria que o filho do chefe possa ter os seus negócios, mas fica mal quando há violação de leis", acentuou.

 

O deputado do MPLA, João Guerra, destacou o discurso de João Lourenço, frisando que "o País tem um novo rumo e já não é o mesmo".

 

"O Presidente está a fazer tudo para o bem dos angolanos e ninguém pode ficar magoado quando a verdade é dita", elucidou.

 

A secretária da OMA, em Luanda, Eulália Rocha Silva, disse que o estatuto e programa do MPLA defendem o bem-estar dos angolanos, por isso, nas eleições passadas, o povo deu o voto ao seu partido.

 

"Agora quem não se ajustar com a actual conjuntura política do País, optando por má gestão e outras práticas ruins, será sancionado", explicou.

 

Amadeu Amorim, do processo 50, elogiou a intervenção de João Lourenço, considerando que, se continuar assim, "o futuro de Angola conjectura bons sinais".

 

"É este tipo de dirigentes que o País precisa. Já perdemos muito tempo a brincar com o erário público, agora deve haver um basta".

 

 



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