Lisboa - A abertura da sede da Fundação Sindika Dokolo, na cidade do Porto, no Norte de Portugal, está atrasada, mas o projecto continua de pé, garante a fundação, desmentindo especulações sobre o eventual abandono do edifício, adquirido em 2015 por 1,58 milhões de euros.

Fonte: NJ

Através de um comunicado divulgado ao início da noite desta sexta-feira, 30, a Fundação Sindika Dokolo (FSD) assegura que vai abrir portas no Porto, em data a anunciar "oportunamente".

 

A garantia da fundação, criada pelo empresário e coleccionador de arte congolês, Sindika Dokolo, chega dias depois de a imprensa portuguesa ter noticiado que o edifício escolhido para sediar a instituição (na foto) continua fechado e sem qualquer sinal de actividade, cerca de um ano depois da data prevista para a inauguração, calendarizada para o segundo semestre de 2017.

 

O aparente estado de abandono do projecto é justificado pela FSD pelo atraso nas obras de reabilitação do espaço, que antes albergava a Casa Manoel de Oliveira.

 

"Depois de 12 anos desabitada (desde a sua construção), e tendo passado por actos de vandalismo", a estrutura "encontrava-se num estado de degradação, exigindo intervenções profundas, estendendo, assim, o prazo previsto para a conclusão da sua reabilitação", lê-se no comunicado emitido pela fundação.

 

A FSD acrescenta que as obras, tanto no interior como no exterior, terminaram apenas em 2018, desmentido a informação veiculada pelo Jornal de Notícias, que na edição da passada segunda-feira, 26, avançou que "a obra está concluída, entregue e facturada desde Março de 2017".

 

Segundo a publicação portuguesa, essa garantia foi dada pelo ateliê do arquitecto Eduardo Souto Moura, ao qual a Fundação do marido de Isabel de Santos confirma ter recorrido.

 

"O objectivo foi o de, em parceria com o Arquitecto Souto de Moura, manter todo o seu legado arquitetónico, melhorando alguns aspectos relacionados com a segurança, mobilidade e outros associados à própria finalidade enquanto futura sede da Fundação Sindika Dokolo", assinala a FSD.

 

A instituição garante ainda que mantém o contacto com a Câmara Municipal do Porto, tendo em conta o objectivo de "estar em sintonia com o calendário cultural da cidade", informação que, mais uma vez, desmente a que foi publicada no Jornal de Notícias (JN).

 

"A Câmara Municipal do Porto, que em 2015 vendeu o edifício, em hasta pública, por 1,58 milhões de euros, desconhece qualquer data de inauguração ou se há intenção de manter a sede em Portugal", escreveu o JN, acrescentando que a autarquia revelou que "não tem havido contactos" com a FSD.



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