Luanda - A parlamentar do MPLA, Welwitschia dos Santos "Tchizé" pediu esta segunda feira, por via das redes sociais, investigação destinada a clarificar como certas empresas de seguro em Angola terão obtido as suas licenças para operar no mercado angolano.

Fonte: Club-k.net

"Dão milhões a pessoas que estão em cargos públicos"

“Apelo por favor aos jornalistas de investigação e todos os interessados que vejam a lista de todos os acionistas, desde os constituintes até aos subscritores actuais das ações e todos os beneficial owners (beneficiários finais/por trás de testas de ferro) de todas as seguradoras de Angola, como elas foram criadas, onde foram buscar dinheiro para integrar o capital e como foram alavancadas.”, rematou Tchizé assegurando que “aí estará a resposta porquê que umas nunca conseguiram sair do papel e outras dão milhões a pessoas que estão em cargos públicos ao mais alto nível e não nascerem herdeiros de país ricos.”

 

De acordo com analises pertinentes, as posições de Tchizé dos Santos, vão ao encontro de preocupações levantadas em círculos próximos a Associação de Seguradoras de Angola (ASAN) a volta das suspeitas de existência de algum esquema de facilidades nos seus respetivos licenciamentos.

 

Em Angola as autoridades exige 10 milhões de dólares para a obtenção de uma licença para criação de uma seguradora razão pela qual a deputada do MPLA questiona onde muitas foram buscar dinheiro para integrar o seu capital.

 

No primeiro semestre de 2018, o consultor da PWC, Nuno Matos, disse ao Jornal Expansão que das 26 seguradoras licenciadas no país 19 podem fechar. Segundo o mesmo “apenas sete seguradoras estarão no rol das que realmente honram os seus compromissos com os clientes em caso de sinistros”.

 

Das mais de 26 seguradoras licenciadas pelo órgão regulador ARSEG, apenas 11 foram admitidas pela Associação de Seguradoras de Angola (ASAN). As restantes foram postas de parte por não reunirem requisitos.

 



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