Luanda - A família, dizia o PAPA Bento XVI, é o santuário da vida. Porquanto, também é a sociedade natural da qual todas as outras formas de associação, tal como a igreja, as escolas, os Estados e outras instituições derivam.

Fonte: Club-k.net

É característica de quem ama exigir do outro, exclusividade e singularidade. Há sempre ciúmes; é preciso doseá-los bem, para não desembocar em rebuliço e perigo. O ciúme doentio é das doenças mais graves da alma humana que destrói inúmeros casamentos.


Não se deve cancelar o futuro das famílias e a sua estabilidade. Quando se trai o parceiro com qualquer pessoa que seja e, às vezes, com alguém que tenha algum grau de parentesco por laços de sangue ou por afinidade é mais traumatizante e difícil de lidar com a situação.


A mulher, quando saturada no balão marital ou conjugal, não pensa duas vezes, não coloca alternativas nas decisões que toma. O vazio de afecto e consideração faz com que em situações de fraqueza, ela possa cair nos braços de qualquer homem que a venha acolher, consolar e passar-se por “bom samaritano”.


Todavia, as razões que levam as mulheres ao adultério não são muito bem claras e o homem deve dedicar-se a identificar os focos de instabilidade a que pode ser vítima a sua relação amorosa. Daí que o autor tentado pela verdade científica realizou um pequeno estudo de três meses, para trazer ao leitor maior e melhor qualidade das letras que percorre com os seus olhos. Uma entrevista realizada em Luanda, capital de Angola, em África, com mais de quatrocentas mulheres concluiu que:

 14% delas, já traiu seus parceiros por dinheiro;

 28,7% confessou ter traido por insatisfação sexual e falta de segurança;

 19,6% das entrevistadas já traiu por falta de diálogo e atenção;

 8,3% traiu por ciúme e vingança;

 23% das entrevistadas confessou que traiu por estar apaixonada com outra pessoa;

 6,4 acha que trairia por outras causas não especificadas.

No entanto, os dados que trouxemos não têm por fito legitimar o acto de trair, antes pelo contrário, queremos alertar a sociedade e ao Estado, através dos seus órgãos, tal como o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, o Ministério da Educação, o Ministério da Justiça, o Ministério da Cultura, o Ministério da Comunicação Social, que reflitam sobre este grande mal.


Lute contra a falta de diálogo e amizade na relação. O diálogo, quando observado, pode curar doenças familiares. O casal deve dialogar mais entre si e este com os filhos. Professores com os alunos e padres ou pastores com os fiéis. Sem o diálogo não há paz nem conhecimento. Dele também se alimenta o amor conjugal.

Lute contra o preconceito acerca das preliminares. Sexo é bom para a realização do casal. Não tenha pressa; faça tudo para começar aos beijos e carícias, preparando o corpo da mulher para o acto: a penetração.


As preliminares devem durar entre 7 a 21 minutos. Aconselho-lhe a experimentar, caso não hajam questões morais e religiosas que prescrevam o contrário. Ponha a sua língua nas extremidades e no intróito vaginal da sua companheira e se sulpreenderá com os resultados. É bom e justo que se amplie o beijo dado na boca para as outras partes do corpo.


Dê mais atenção à sua família; seja mais verdadeiro e aberto quanto ao rendimento mensal, porque o dinheiro que você trabalha com sacrifício deve servir para viverdes bem e melhor em família.


Em momentos de tensão e instabilidade, a tendência da mulher é fechar-se em si própria e afastar-se do parceiro. A relação começa a vacilar em função da angústia e do sofrimento que se foi agudizando. O mundo começa a desmoronar e o vazio invade o seu interior...


Os homens se têm mostrado extremamente intolerantes, quanto a uma possível traição da esposa. São capazes de suicidar-se, separar-se, partir para a brutalidade e violência e nunca fazem o esforço de perceber as razões daquele acto, para encontrar uma solução adequada e racional. É curioso, saber que, quando o homem é o infiel, quer sempre merecer o perdão da mulher, mas o contrário, já não é verdadeiro.


Ame para a vida e dedique-se a isso. Não há melhor forma de vingar-se, que não seja pelo perdão. É difícil, mas possível se nos conhecermos a nós mesmos como recomenda Sócrates1. Nada de homicídios passionais.

Quando a mulher não sente que tem marido ou mesmo quando ela descobre que o homem é “fetichista”, ou seja, ama mais e apenas os atributos dela tal como a casa, os carros, os exuberantes vestidos e outros haveres, facilmente acaba sendo infiel assim que esta encontra alguém que a trate como pessoa, como mulher.

ADILSON SALVADOR

Escritor

 



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