Lisboa  - O Instituto Nacional de Petróleos precisa eleger uma nova direção geral com efeitos imediatos. Recentemente, através da comunicação social veio ao público diversos artigos de opinião que abordaram toda a problemática errática vivida dentro do Instituto Nacional de Petróleos no Sumbe.

Fonte: Club-k.net

No passado, eu fui professora no INP e constatei in loco o desvio do propósito educacional da instituição em prol dos esquemas mafiosos dos incompetentes que geriam o INP. Portanto, os anos vão passado o INP vai-se afundado cada vez mais, devido ao planeamento, gestão e funcionamento do instituto que é gerida de uma forma militar (quase todos que ocupam cargos de chefia no INP vem do meio militar) que esta assente numa organização que prática modelos pedagógicos ultrapassados, recursos humanos e pedagógicos que não estão enquadrados com as novas pedagogias contemporâneas e nem com a introdução das novas tecnologias no ambiente escolar tão necessárias para a era digital africana.


É do conhecimento geral, que o Instituto Nacional de Petróleos apresenta um quadro de docentes que na sua maioria esta confusa com as incertezas que pairam no ar acerca da direção e desmotivada devido a crise económica que afecta consideravelmente o seu poder de compra. Segundo notícias que vieram ao público, o instituto esta falido e não tem fundos próprios para investir noutras áreas fulcrais da escola como por exemplo, investir na formação dos funcionários de limpeza, nos motoristas e noutros técnicos que auferem salários muito baixos. É uma realidade, constatar que no passado, professores, ex-professores, alunos, ex-alunos, encarregados de educação e funcionários foram testemunhando e continuam a testemunhar no presente procedimentos injustos e inaceitáveis de gestão escolar e de imoralidade dentro do instituto.

Algo tem que mudar para se inverter esta penosa situação resultante da mediocridade impune! Urge, portanto, parar com este estado de letargia incompetente de oferta de ensino deficiátario e de parar também, com os esquemas corruptos de projectos de fast cash que lapidam o património da instituição e afundam mais a capacidade organizativa da instituição. Perante, as recentes notícias que vieram a público sobre a gestão do anterior Diretor Domingos Francisco que financeiramente lesou gravemente os interesses do INP, até hoje, não se sabe se as investigações para apurar responsabilidades destes factos estão a ser realizadas. Em nenhuma parte do mundo, uma Instituição pública, vocacionada para o ensino, pode-se tornar refém para eternidade, de um ninho de funcionários públicos com cargos elevados que parecem que são intocáveis e que têm como missão número 1 barrar a competência o profissionalismo de outros servidores públicos e de seguida delapidam o património público descaradamente, originando para esse propósito, necessidades duvidosas e supérfluas, projectos megalómanos que visam o enriquecimento do ninho e depois como se não bastasse, temos o cúmulo jurídico, isto é, são promovidos e protegidos pelo MIREMPET- Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos.

A Procuradoria Geral da República não deve Ab accusatione desistere (desistir de uma acusação) logo tem a Obrigação Constitucional e Judicial de investigar todas as denúncias que são do conhecimento público publicadas no Club- K Angola e noutros jornais nacionais. A busca da verdade deve ser esclarecida, de uma vez por todas, se o anterior Diretor Domingos Francisco ficou “milionário” (ver notícia publicada no Club k Angola com o título: Sumbe carta aberta ao PR respeitante ao Instituto Nacional de Petróleos - data: 31 de dezembro de 2018) ele jamais teria atingido esse patamar de enriquecimento sem ajuda de doutros detentores de cargos elevados do ministério. Se um dia, existir uma investigação séria, não é difícil, conjecturar que o Ministério de Petróleos esteve sempre clonado com anterior chefia do INP criando uma especíe de Joint Venture com toda actividade económica do instituto.


Apesar na última campanha eleitoral o Presidente da República João Lourenço ter insistindo no lema esperançoso da mudança: "Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal" é bem visível, que este lema populista não entrou nos ouvidos do actual Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos Diamantino Azevedo. Se estabelecemos um paralelo com este lema que faz apelo em encerrar práticas corrosivas estatais institucionais e com o Instituto Nacional de Petróleos verificamos que o ano que findou 2018, nada melhorou no INP e corrigir o que está mal começou da pior maneira possível, no ano passado, com a nomeação do seu amigo íntimo o engenheiro Mário Botelho de Vasconcelos para o cargo de Diretor Geral do INP por consequência, uma nomeação feita sem concurso público, o detentor do cargo não tem experiência nenhuma para o cargo e não tem conhecimentos de gestão escolar a esta nomeação fraudulenta dá-se o nome de tráfico de influências e de nepotismo.
Como tudo na vida que obedece a essência da iniquidade a verdade não tardou aparecer e veio a superfície.


As notícias que vieram ao público acerca do primeiro ano de trabalho do Sr. engenheiro Mário Botelho como director geral do INP são tão negativas e pejorativas para a imagem institucional do INP antecipando um agravamento e inquietante do futuro do instituto. É no mínimo absurdo o Ministro não exonerar o seu amigo que segundo denúncias que vieram ao público é um senhor sem ideias que manifesta claramente sinais de incompetente e irresponsável e que fez o INP retroceder em todos os campos no seu primeiro ano de chefia da instituição. Errar é humano mas um ministro não pode errar desta maneira. Exige-se respeito pelas leis do país e respeito pelos alunos!


Eu penso sinceramente, que o Ministro Diamantino Azevedo já deve ter refletido com sapiência e também já deve ter-se arrependido e quiçá até sentiu um certo embaraço. Se o Ministro aprendeu a lição e respeita os interesses do Povo Angolano acima de tudo , ainda vai a tempo de corrigir o que esta mal. Segundo o ditado africano quem vai buscar o marufo em cima da palmeira só canta quando os seus pés estiveram bem seguros de uma outra maneira ele não canta mesmo…


Se analisarmos a notícia que foi publicada no Club-K com o título: “Cuanza Sul: Novo Diretor acusado de transformar INP em prostíbulo” este artigo põe em causa a idoneidade e o profissionalismo do engenheiro Mário e devia ser um alerta máximo para ele ter sido suspenso imediatamente do cargo o que aconteceria de certeza se Angola não fosse o tal país da banana, pois o novo director demonstrou com os esvasamentos de noticias que não tem responsabilidade ética e cívica para continuar ocupar o cargo de director geral do instituto. Um diretor geral de um instituto vocacionado para o ensino tem que ser uma fonte exemplar para a sociedade a todos os níveis pois ele é o espelho empático e o líder da escola que tem como papel principal saber ouvir e saber influenciar através do dialógo construtivo toda a comunidade estudantil. Como é que o engenheiro Mário segundo notícias engravidou funcionária, tem problemas de alcoolismo e procedimentos indecorosos pode ter o respeito dos alunos, dos pais dos professores e dos funcionários? COMO! Se país deseja seriedade nas instituições nacionais e exibir seriedade para comunidade internacional é inadmissível que até hoje não sabemos das conclusões das investigações do MIREMPET feitas ao engenheiro Mário Botelho de Vasconcelos e pergunta-se: porque este director nunca foi suspenso como diz a lei geral do trabalho do país e os procedimentos internos do INP.


Porque ele continua a ser o diretor do INP e não demitiram a atual direção do INP que pactou e deixou o novo director se comportar desta maneira tão escandalosa que vai contra o regulamento interno da instituição. Passando para outro grande problema do INP, aqui fica alerta - também já foi mais que mostrado que o Diretor da Área Pedagógica o Senhor Alegria Raúl Joaquim é o responsável máximo pela decadência académica que reina no INP com um ensino obsoleto sem uma supervisão pedagógica e avaliação do desempenho docente que seja justa e séria.


A história repete-se todos os anos nas reuniões pedagógicas os erros apontados são os mesmos os professores queixam-se e nada muda de ano para ano e os alunos saem do instituto sem saberem os mínimos exigidos nas disciplinas de base das áreas de engenharia que são as disciplinas de matemática, física e química. Agora lanço esta questão que me parece bem pertinente: como pode o governo em 18 de Dezembro de 2018 “prometer quadros nacionais qualificados para novos projetos petrolíferos para 2019/23 ?” Mas que formação é esta que o governo tem investido Ministro Diamantino Azevedo? Se no presente o Instituto Nacional de Petróleos que devia ser a casa mãe para lançar esses quadros qualificados os alunos aprendem com praticas pedagógicas dos anos 40 e 50 anos com turmas com elevado número de alunos e sem nenhum enquadramento com as novas pedagogias e não se vislumbra a curto prazo mudar este quadro para uma qualidade de ensino que seja graduamente satisfatório. É primordial, abrirem um concurso público nacional ou internacional que obedeça a parâmetros exigidos para os cargos e colocarem na escola uma direção com experts pedagógicos e com um novo diretor geral que seja um verdadeiro conhecedor da produção de saberes e que esteja ao serviço dos interesses da instituição dos alunos e que esteja engajado em transformar o INP a curto prazo numa escola de referência real, ou seja, numa escola que saiba mesmo ensinar os seus alunos a pensar dentro de um contexto criativo e cativante que abrange inserir os processos pedagógicos modernos. Por fim, peço as autoridades competentes para procurarem soluções para o INP. Se existir uma verdadeira vontade política e se fizerem uma analíse swot do INP verão as forças e as oportunidades que o instituto pode dar na formação de quadros petrolíferos altamente qualificados para o país. O que é necessário fazer é procurar reduzir consideravelmente as ameaças para o INP envergar pelo caminho de uma oferta educativa de qualidade memorável reconhecida no país e fora do país. Para isto, o INP precisa de dar o salto que é encontrar consensos, métodos organizativos pedagógicos e recursos humanos de qualidade para a sua gestão diária.


Para qualquer esclarecimento adicional das autoridades competentes que busquem verdadeiras soluções de savoir-faire pedagógico para o INP eu estarei disposta a apresentar soluções e em dar o meu contributo. O meu contacto de e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


Fátima de Sousa.

 



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