Luanda - A Procuradoria Geral da República (PGR),  sente-se profundamente lesada porque desde que o seu antigo titular  João Maria Moreira de Sousa,  deixou o cargo, em Dezembro de 2017, ainda  não devolveu as viaturas protocolares (património  do Estado) que integravam a caravana  da sua escolta oficial.

Fonte: Club-k.net

 Estado angolano  lesado  com desaparecimento das suas viaturas

Já se passaram, contudo largos meses sem que a PGR saiba do paradeiro das viaturas. Segundo soube o Club-K, de todas as viaturas “levadas”, a Procuradoria   apenas conseguiu localizar uma de marca Land Cruiser GX, de cor Preta, que anda com o sobrinho e antigo chefe da escolta de João Maria Moreira de Sousa, identificado por “Dino”.

 

A PGR, conforme explicaram, não se sente completamente realizada/conformada com a recuperação desta viatura, uma vez que o escolta que continua a trabalhar para a Procuradoria da República, nunca é visto a estacionar a viatura no local de serviço. Das investidas feitas, a PGR, soube que "Dino" mantém a viatura guardada no seu condomínio localizado nos arredores do embarcadouro do Mussulo, a estrada da Samba.

 

Apesar de haver preocupação de que as viaturas - que constituem parte do seu património - terem sido levadas pelo seu antigo titular, a PGR sente-se de mãos atadas temendo que as mesmas  nunca mais regressarão, uma vez que já fez 13 meses desde que  João Maria de Sousa as levou.

 

Contudo, fonte da PGR promete não cruzar os braços até que o Estado recupere as suas viaturas oficiais lembrando que “se fosse no outro tempo, o  Dr João Maria de Sousa estaria já a processar as pessoas por alegada  apropriação de bens públicos”.

 

Em outros círculos que acompanham o assunto, há considerações segundo as quais o general  João Maria de Sousa “não estará a inventar nada”, uma vez que, em Angola é prática, os titulares de cargos públicos acaparem-se de bens públicos quando são afastado das suas funções

 

Licenciado em Direito pela Universidade Militar de Moscovo, o general João Maria de Sousa, de triste memória, liderou a PGR por 10 anos destacando-se pela sua fidelidade ao então chefe de Estado, José Eduardo dos Santos. É considerado como o pior PGR da historia de Angola por ter um consulado marcado pelo uso da justiça para perseguição e vingança contra  alegados opositores de  JES levando a banalização desta instituição. Por sua culpa, a PGR, recusava  investigar casos de corrupção no regime  alegando falta de provas. Em alguns casos, os denunciantes como aconteceu com o jornalista Rafael Marques de Morais, acabavam por ser acusados/processados  por João  Maria  de Sousa por crime de suposta  calunia e difamação contra os alegados  corruptos.



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