Kinshasa - O opositor Martin Fayulu pediu neste domingo que a comunidade internacional não reconheça a vitória de Félix Tshisekedi nas eleições presidenciais da República Democrática do Congo, como confirmou o Tribunal Constitucional, e convocou protestos pacíficos contra a decisão judicial.

Fonte: EFE

"Hoje me considero o único presidente legítimo e peço ao povo congolês que não reconheça nenhuma pessoa que se proclame presidente da República. Peço à comunidade internacional que não reconheça um poder que carece de legitimidade", afirmou Fayulu a jornalistas pouco depois da divulgação da decisão do Tribunal Constitucional.

 

Na madrugada de hoje, a corte negou todos os recursos apresentados por Fayulu contra os resultados provisórios das eleições realizadas no último dia 30 de dezembro no país.

 

Os resultados, divulgados pelo Comitê Eleitoral da República Democrática do Congo (Ceni) confirmam a vitória de Tshisekedi com 38,57% dos votos contra 34,86% de Fayulu.

 

Fayulu classificou a decisão do Tribunal Constitucional de "golpe" e disse que a vitória de Tshisekedi foi fabricada pelo Ceni.

 

O tribunal também negou o pedido de anulação dos resultados das eleições feito por outro candidato, Theodore Ngoy.

 

Segundo Fayulu, a coalizão comandada por ele teria vencido as eleições com 61% dos votos.

 

O opositor não é o único que contesta os números apresentados pelo Ceni. A Conferência Episcopal Nacional (Cenco), que contou com mais de 40 mil observadores durante o pleito, afirmou que os resultados oficiais não batem com as informações coletadas pelos fiscais ao longo das eleições.

 

Uma delegação da União Africana, liderada pelo presidente de Ruanda, Paul Kagame, deve ir à República Democrática do Congo para pedir a suspensão da divulgação oficial do resultado das eleições. A organização acredita haver "sérias dúvidas" sobre a credibilidade do pleito realizado no país.

 



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