Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) retiroi a licença bancária ao Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), solicitando de seguida ao Ministério Público que avance com uma providência cautelar a solicitar a falência da instituição de Kundi Paihama, à semelhança do que aconteceu com o Banco Postal e Banco Mais, apurou o Expansão.


Fonte: Expansão

O Expansão apurou ainda que estão garantidos os depósitos dos clientes, à excepção dos depósitos de partes relacionadas, ou seja, administração, accionistas e clientes com crédito do banco.


O banco que estava intervencionado pelo BNA desde Junho do ano passado não conseguiu cumprir com o Aviso n.º 02/2018 de 2 de Março que impôs o novo mínimo de 7,5 mil milhões Kz como capital e também fundos próprios regulamentares.


Foi precisamente nos fundos próprios regulamentares que o banco falhou. No final de 2017, o banco estava em falência técnica, apresentando fundos próprios negativos de 5,8 mil milhões Kz, precisando naquela altura de uma injecção de 14,1 mil milhões em "dinheiro fresco" Kz para cumprir a legislação do banco central. Entretanto, o Expansão apurou que o buraco no final de 2018 era maior e o banco necessitava de uma injecção de capital superior a 50 mil milhões Kz, sendo que 30 mil milhões são para pagar empréstimos contraídos junto do BNA.


De acordo com o relatório e contas de 2017 do BNA, o banco controlado por Kundi Paihama devia ao BNA 23 mil milhões Kz no âmbito de operações de redesconto acrescidos de 2,1 mil milhões de juros. A totalidade dos 25,1 mil milhões foram considerados de cobrança difícil e por isso totalmente provisionados. O banco encerra actividades com 17,4 mil milhões Kz de depósitos.


Com o encerramento do BANC, cujo processo de saneamento teve início em Junho do ano passado, o BNA eleva para três as instituições bancárias a encerrar por incumprimento dos mínimos de capital social e de fundos próprios regulamentares.



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