Luanda - A Unidade de Informação Financeira (UIF) órgão encarregado de contribuir para estabilidade, confiança, organização do sistema financeiro e não financeiro, bem como proteger Angola contra o risco de branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo e a sua proliferação continua sem conseguir provar a licitude ou a ilicitude do cheque de 50 mil milhões de dólares, que a Centennial Energy (Thailand) Company Limited apresentou à Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), apurou o Novo Jornal de fonte bem posicionada.

Fonte: Novo Jornal

Apesar das diligências até aqui efectuadas, a congénere filipina da Unidade de Informação Financeira informa “nada constar da sua base de dados” a respeito das figuras envolvidas no caso da “megaburla tailandesa” cujo julgamento cumpriu a segunda semana.

 

A julgar pela data de uma correspondência, a que o Novo Jornal teve acesso, dirigida pela UTIP à UIF, na qual se solicitava uma análise em função do valor constante no cheque, já lá vai um ano, sem que esta unidade tivesse chegado a uma conclusão sobre a veracidade ou não do referido cheque, emitido a 27 de Novembro de 2017, pelo Philippine National Bank New York, em nome do seu cliente Bangko Sentral NG Pilipinas, a favor da Centennial Energy (Thailand) Company Limited.

 

Quando se procedeu à criação da referida unidade, definiu-se um quadro de competências que passavam pela recolha, centralização, tratamento e difusão, a nível nacional, da informação respeitante à prevenção e repressão dos crimes de branqueamento de vantagens de proveniência ilícita e do financiamento ao terrorismo.

 

Entretanto, o debate à volta desse processo continua nos crimes que são imputados a seis figuras, sobretudo no que diz respeito à alegada “burla por defraudação” ao Estado angolano.

 

O acordo de intenção para a tramitação de proposta de investimento privado assinado entre a UTIP, a sociedade Centennial Energy (Thailand) Company Limited e a sociedade Celeste de Brito, Lda., reconhecia, na sua alínea f), que o referido banco [Philippine National Bank] “possui capacidade financeira para financiar os projectos no âmbito do investimento privado, livre de quaisquer ónus para o governo angolano”.

 

É de realçar que a Unidade Técnica para o Investimento Privado é um órgão auxiliar do titular do Poder Executivo.

 



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