Luanda - O Director Geral em Angola da General Electric, que desde 2018 está a ser investigado pelo SIC por se fazer passar por angolano com o nome Wilson Freita Daniel da Costa, terá fugido de Angola na passada semana, de regresso às suas origens, com o alegado apoio de personalidades políticas influentes, que lhe permitiram furar o cerco que estava a ser montado pelos serviços de investigação, tendo em vista a sua detenção.

Fonte: Club-k.net

O referido cidadão estrangeiro (americano de origem Camaronesa) está a ser investigado pelo SIC devido a indícios de falsificação de vários documentos, incluindo contratos e bilhete de identidade, tráfico de influências e corrupção. O mesmo encontrava-se a aguardar a marcação de julgamento em liberdade.


Em Janeiro de 2019 o referido cidadão tinha sido detido e restituído à liberdade, quarenta e oito horas depois, na sequência de influências movidas por personalidades ligadas à mais alta esfera política nacional que agora voltaram a actuar da mesma forma.


Wilson Costa, como é sabido, é casado com uma sobrinha do Director de Gabinete do Presidente da República.


Vários juristas contactados salienta que legalmente, neste tipo de processos o arguido aguarda julgamento em prisão preventiva, mas tal como noutras situações recentes não se percebe bem qual a interpretação que os magistrados fizeram da lei que possibilitou que o arguido aguardasse o julgamento em liberdade, tudo indica mantendo a posse do seu passaporte e ainda que possa viajar para o exterior do país, dando a entender que os interesses políticos, diplomáticos e comercias se sobrepõem ao que está previsto legalmente no ordenamento jurídico angolano.


Durante as últimas semanas o SIC intensificou as investigações existentes sobre alegadas falsificações em documentos em que a General Electric é interveniente, aproveitando para realizar novas vigilâncias de modo a recolher mais provas respeitantes à rede de influências, incluindo em gabinetes ministeriais, especialmente no MINEA, em que Wilson Costa aparentemente se movimenta com grande à vontade.


Atendendo a que comprovadamente os documentos angolanos que o Director Wilson Costa possui são falsos, neste momento, segundo as fontes do Club-K o mesmo é originário dos Camarões, onde a sua família tem vários investimentos, sendo nesse país de origem, conhecido por outro nome.


Até ao momento da sua fuga e apesar do decurso das várias investigações em diversos países africanos, o referido cidadão continuou a poder ser visto a frequentar as instalações do MINEA e da Casa Civil.

A General Electric, segundo as nossas fontes estará aparentemente a procurar esconder qualquer ligação que exista à actuação do seu Director em Angola, tentando apresentar um novo responsável nacional até ao próximo mês.

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