Brasil - Apesar de dizer que o seu Romance responde a uma “necessidade de contar a historia de um ponto de vista Africano” os temas do livro são os mesmos que estão em voga na parte da parte do Ocidente que se Progressista e Cosmopolita, como a liberdade sexual, a questão LGBT, o Multiculturalismo, e a substituição da religião pela ciência como autoridade moral da sociedade, de modo que o subtítulo de “o Mundo que os Africanos criaram” pode ser considerado publicidade enganosa.

Fonte: roboredo.home.blog/

Por exemplo ate mesmo o facto de Agualusa sentir a necessidade de apresentar o livro como um “ponto de vista Africano” escritor por um Africano e uma moda Intelectual Ocidental que agora se manifesta pelo #OwnVoices , um hashtag criado por Corinne Duyvis para dar protagonismo a que são escritos por um autor que partilha a identidade marginalizada do protagonista, basicamente o relativismo aplicado a literatura. Porem o que começou com uma moda de livros de história do ponto de vista Africano como de Cheick Anta Diop, por exemplo, quando agora temos uma Escritora de Origem Chinesa que tever de abandonar o lançamento de seu romance porque seria falta de respeito ela ter um protagonista negro.

 

Não é por acaso que o protagonista, cujo o nome não importa, abandona a vocação de padre para se tornar livreiro, ao invés de fazendeiro ou qualquer outra ocupação, pois se antes bíblia servia de guia para as pessoas, no novo mundo moderno os livros agora são escritos por homens guiados pela razão e pelo conhecimento que agora substituem a bíblia como o livro de referencia para a sociedade, por isto que os candidato a presidência nos Estados Unidos começam suas campanhas eleitorais com o lançamento de um livro, mesmo no caso de Donald Trump que parece ser uma exceção não precisou de escrever um livro porque as suas ideias que foram a armação de sua candidatura já estavam expressa no livro “Adios America” de Ann Coulter.

 

A liberdade sexual neste livro é a mesma da cultura moderna ocidental, como instrumento de rebelião contra a religião por ser uma forma de negar a autoridade da autoridade religiosa em geral, e da Igreja Católica em particular, sendo que ao invés de ser um ato sagrado que pode gerar vida dentro do casamento, ou seja dentro de limites religiosos e sociais, o sexo se torna apenas mais um ato lúdico sujeito apenas um direito absoluto individual acima de qualquer consideração social, ao menos que sejam cosmopolitas e progressistas. Por isto que os nossos “heróis” fazem sexo com as filhas de seus amigos sem que se preocupar se isto constitui um abuso de confiança, ou seja desleal ou mesmo desprezíveis ao olhos da sociedade.

 

O cumulo é atingindo quando na batalha final Agualusa pensa que nos da uma cena de Heroísmo Dramático quando o Nobre do Ndongo e o Soldado Holandês morrem de braços dados sob as balas lusas e as flechas da Guerra Preta, quando o primeiro passou o ultimo terço do livro a fazer sexo com a mulher do segundo sem que haja remorsos, e no fim Agualusa quer que ficamos felizes que deste ato de traição nasceram alguns bastardos.

 

Porem Agualusa se lembrou de introduzir o Sadomasoquismo na literatura Angolana porque o que nos precisamos mais neste países são praticas sexuais em que o niilismo e a busca do prazer sexual não podem ser travados nem pelo pudor e nem pela dignidade sua ou do seu parceiro, não que tenhamos já um aumento significativo de casos de HIV por causa de uma cultura de promiscuidade.

 

Sabemos de cartas do que o Rei do Congo escreveu a seu Homologo Português que as ações dos nossos heróis seriam desprezíveis na época, e tenho certeza que se o leitor cometer os mesmos atos com as filhas de seus amigos ou as mulheres de seus subalternos se tornara rapidamente alvo dos Hugo deste mundo.

 

Também tivemos direito a uma personagem que é Quimbandeira travesti, para ensinar aos Angolanos de hoje a serem mais tolerantes, sem que encaixe no contexto da historia.

 

Apesar de viver em Portugal, e por ser parte desta cultura cosmopolita Progressista Ocidental que se quer global, Agualusa esta a vender aos Angolanos o mesmo “sexo livre sem consequência” que a maioria das telenovelas brasileiras nos vendem desde a década de 90, e que contrasta muito com subtileza das antigas novelas mexicanas de sucesso nacional como “Ruby la descarada” , La Madrasta ou as atuais novelas turcas como “Guerra de Rosas” em que tem tratam também de temas como traição, ambição, poder, vingança, paternidade ou amizade. Sendo que Agualusa escreveu o equivalente literário de Xica da Silva, com um protagonista Masculino, como se fosse novidade.

 

Agualusa nos traz um Romance ao gosto do Ocidente Progressista Atual, , porque ele quer que os Angolanos sejam também progressistas Cosmopolitas modernos, porem se fosse intelectualmente honesto tentaria nos convencer dos benefícios de se adotar uma cultura estrangeira ao invés de enganar o leitor Angolano a voltar a este mundo que os Africanos inventaram.

 

Apesar de ser tecnicamente competente, o livro tem um vazio em si mesmo porque no fundo se trata de um pretexto ao invés de uma historia que o autor quer partilhar com os leitores e que nos possa ajudar a entender melhor o passado para enfrentar os desafios do futuro.

 



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