Lisboa  - As autoridades  policias em Angola viram se forçadas, por pressão do colectivo de juízes da 5ª secção do Tribunal Provincial de Luanda (TPL), presidido pelo juiz Salomão Felipe, a  apresentar, em tribunal esta segunda feira,  os verdadeiros autores que assassinaram em Julho de 2007, os   jovens no largo da frescura no Município do Sambizanga. Os mesmos começaram a ser ouvidos, esta segunda feira (28/09)  devendo o julgamento prolongar-se ao longo da semana. O advogado das vitimas é David Mendes, da associação “Mãos Livres”.

 

Fonte: Club-k.net

 Acusados do crime entram
em contradição diante do juiz

ImageEvidencia de que os autores anteriormente apresentados  não eram os que cometeram o crime:

-  Um dos jovens assassinado, Jhonson Van-Dúnem, 22 anos de idade, que  acabou por morrer no  hospital, citou  durante ao trajecto dos primeiros socorros, o nome de dois gentes da policia Micha e Julio da Nona esquadra da policia. (Os outros não foram reconhecidos visto que traziam os rostos cobertos)

- O s agentes citados foram uma semana depois transferidos para local desconhecido

- Quando convocados pelo tribunal, os agentes Micha e Julio não faziam parte dos apresentados

- Familiares dos elementos apresentados como supostos assassinos apareceram a fazer confusão alegando que os seus parentes não eram policia e que não cometeram crime  porque já estavam a cumprir pena de cadeia

- Um  porta-voz do comando provincial de Luanda, Nestor Gobel, recusou-se, na altura comentar sobre estas contrariedades alegando que os interessados deveriam enviar antecipadamente uma carta a sua instituição solicitando informações acerca do assunto.

-  O Juiz que acompanha o caso denunciou,  inicio de Agosto deste, a Radio Eclesia   que os supostos criminosos não se encontram em nenhuma das cadeias onde habitualmente ficam detidos os acusados correspondentes aos processos transitados em tribunal


Em função do exposto, a 5ª secção por via de um seu funcionário veio a publico declarar que o processo estava em atraso porque os mesmos registravam  “um ligeiro atraso porque os magistrados tomaram conhecimento do paradeiro dos acusados tardiamente”.


Um ano após   ao sucedido a policia apresentou sete cidadãos como presumíveis assassino tendo alegado que dois dos mesmos estavam foragidos. Entretanto, na secção que decorreu esta segunda feira, no tribunal de Luanda, foi notado que os principais acusados do crime entraram em contradição diante do juiz.


Dados da contradição:


- Micha e Julio disseram que no dia do crime estavam na escola assistir aulas e que mais tarde viram uma das aulas canceladas (estavam em borla como se diz em Luanda) mas não souberam dizer onde se encontravam.

- Micha disse ao Juiz que Julio é o delegado da turma e que estava a procura do mesmo para estar a par do horário escolar, mas não encontrou o colega.

- Julio disse que não saiu da sala de aulas

- Ambos não souberam responder a questão do Juiz quando os questionou sobre os seus paradeiros onde ambos se encontravam mais tarde quando já não havia aulas


Ambos também disseram/revelaram que foram maltratados na cadeia através dos seguintes métodos:

- 3 dias sem comer

- 20 dias algemados

 

Recentemente a sociedade angolana levantou duvidas sobre a identidade elementos apresentados pela policia como supostos autores do assassinato de uma deputada do MPLA, Beatriz Salucombo. Na altura, os “falsos elementos” teriam também se contradito nas suas versões apresentadas pela comunicação social denotando que teriam sido mal preparados para fazerem tais declarações. A filha da deputada que tinha assistido a tragédia também teria confessado aos seus próximos que os apresentados pela policia não eram os que ela viu quando mataram a mãe em sua frente.



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