Lisboa – Welwitschia José dos Santos “Tchizé”, manifesta-se indisponível para assinar voluntariamente uma carta a pedir suspensão do mandado de deputada pelo MPLA, a Assembleia Nacional.

Fonte: Club-k.net

"Estou fora involuntariamente, logo não vou a assinar voluntariamente"

A indisponibilidade manifestada, surge em resposta a uma carta a si, endereçada pela bancada parlamentar do seu partido que a orientava nesta direção mediante requerimento que seria apresentado ao Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade dias dos Santos “Nandó”. O MPLA considera que os 90 dias que ela tem direito a se ausentar por alguma motivação de saúde, já terão se excedido.


Na sua resposta de recusa – transmitida por áudio difundido nas redes sociais – a deputada reage dizendo que “Ninguém pode ser coagido a ficar fora (do país) sob ameaça e depois , ser coagido a assinar voluntariamente o pedido de suspensão”.


“Estou fora involuntariamente, logo não vou a assinar voluntariamente o pedido de suspensão para qual fui empurrada, encurralada a ficar fora do pais com ameaças e intimidações”, respondeu. Aparentemente desiludida com alguma situação no interior do MPLA, Tchizé dos Santos que ultimamente tornou popular nas redes sociais enviou um recados a alegados detratores: “Os meus carrascos que tirem a mascara e acabem de fazer o trabalho . Pelo menos sabemos quem é quem. Pelo menos não vencem no silencio”

Antecedentes: O caso de Mihaela Webba

Em finais de 2014, bancada parlamentar do MPLA estava a aplicar-se  para que  deputada da UNITA, Mihaela Webba perdesse  o seu mandato, sobre o argumento de ter ficado ausente do parlamento por largas temporadas. Webba encontrava-se na Africa do Sul por conta de uma gravidez de risco que a requeria repouso.


O partido no poder socorria-se, a alínea b, do artigo 158o do regulamento da casa das leis, invocando que o deputado perde mandato sempre que exceda com o numero de faltas previstas na lei. Mihaela Webba segundo o MPLA, na altura, fez-se ausente de quatro sessões parlamentares, durante um ano, e que em si, dava motivo para suspensão do mandato.


Apesar de Webba ter apresentado justificativos médicos para justificar a sua ausência, o partido no poder alegava que a documentação preparada pela deputada da UNITA foi mal encaminhada. O MPLA entendia que Mihaela Webba deveria solicitar ausência sem o respectivo salário ou então deveria ter sido substituída por um suplente das listas de candidatos a deputados do seu partido.

 

Fazendo uma retrospectiva, o jornalista Ilidio Manuel - através das redes sociais - lembra que Mihaela Webba “quase que foi escorraçada do Parlamento por esta ter faltado a quatro sessões da AN, por razões, segundo o Galo Negro, de «Saúde» (Parto de risco na RSA). Tchizé dos Santos está ausente do Parlamento há mais de 90 dias, sem nenhuma justificação, e o MPLA SUGERIU esta semana a deputada do seu partido a suspensão «Amigável» do seu mandato… Para uma, o trungungo, para a outra, «falinhas mansas»...”

 



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