Luanda - O Presidente angolano realçou hoje, Dia Mundial da Enfermagem e dos Enfermeiros, a "dedicação e sacrifício" da classe em Angola, destacando as "condições difíceis" em que trabalham para prestar cuidados de saúde e "salvar vidas".

Fonte: Lusa


Numa mensagem de felicitações, enviada hoje à agência Lusa pela Casa Civil do Presidente da República de Angola, João Lourenço promete trabalhar no sentido de "valorizar e compensar" o "esforço abnegado" dos profissionais de saúde, estimados em cerca de 28.000.

 

"Hoje, a nossa atenção volta-se a este grupo de profissionais que dedicam as suas vidas às nossas vidas. Por isso, saúdo e felicito todas as enfermeiras e enfermeiros angolanos que, com dedicação e sacrifício, prestam cuidados de saúde à nossa população e zelam pelo seu bem-estar, contribuindo para salvar muitas vidas", sublinha.

 

"Muitas vezes em condições difíceis, trocam noites de sono para salvar vidas. Trocam os dias de lazer para cuidar dos enfermos. Trocam o convívio com a família pelo bem-estar dos seus pacientes. Precisamos trabalhar para garantir que esse esforço abnegado seja efetivamente valorizado e compensado", acrescentou João Lourenço.

 

O Presidente angolano lembrou que, já na atual legislatura, iniciada em 2017, o Governo aprovou o novo "regime de carreira", que visa o reconhecimento e valorização da classe, defendendo que o Estado "deve continuar a empenhar-se cada vez mais na melhoria das condições de vida e de trabalho" dos profissionais angolanos.

 

"De igual modo, espero que esta data sirva também para a identificação das novas perspetivas e dos desafios que se impõem a quem cuida da saúde de todos nós", termina João Lourenço na mensagem destinada a assinalar a efeméride, criada em 1974 pelo Conselho Internacional de Enfermeiros.

 

A 16 de fevereiro último, a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta, admitiu que o sistema de saúde em Angola tem falta de profissionais, destacando sobretudo a necessidade de mais 30 mil médicos e de 66 mil enfermeiros para fazer face à procura nos hospitais do país.

 

A governante angolana falava então aos jornalistas no final da visita do Presidente angolano, João Lourenço, à Central de Compras de Medicamentos e Meios Técnicos (CECOMA) e aos hospitais Geral de Luanda e Josina Machel, na capital do país, deslocações em que o chefe de Estado não prestou declarações à imprensa.

 

"Colocámos esta preocupação ao Presidente da República e acreditamos que, a curto prazo, teremos solução para o enquadramento de mais quadros no setor", disse a ministra, mostrando-se "preocupada" com a classe médica "porque as faculdades não estão a formar quadros suficientes".

 

A ministra da Saúde angolana adiantou que João Lourenço ficou "preocupado" com a questão de recursos humanos, tendo prometido dar uma atenção especial ao assunto, "mas de forma transversal para todas as classes de profissionais da saúde", sendo, paralelamente, necessário "melhorar a eficiência dos que já estão no setor" e, ao mesmo tempo, "ir admitindo mais quadros de forma gradual".

 

"Uma falha de um profissional de saúde pode terminar em morte. Estamos cheios de processos e de inquéritos em curso. A nossa inspeção está a desdobrar-se em esforços para dar tratamento a esses inquéritos", admitiu.

 

 



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