Luanda - José Ribeiro, antigo director do Jornal de Angola, escreveu uma carta ao Club K, pelo que parece, alegando que vai a tribunal no dia 28 deste mês defender uma colega sua do jornal de Angola. Pomos as palavras de José Ribeiro, dentro do princípio do uso do contraditório para depois comentarmos: "Nas eleições para bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA) de 2017, o candidato da Lista B, eng.º Barnabé Raimundo, foi excluído do pleito. Durante a cerimónia pública em que o vencedor, eng.º Augusto Paulino Neto, tomou posse como novo bastonário, na presença da Ministra da Indústria, o presidente da Comissão Eleitoral, António Caldas, apresentou as razões que levaram a CE a excluir o candidato da Lista B, eng.º Barnabé Raimundo, da disputa eleitoral. As alegações eram graves e de interesse público. Agindo profissionalmente, a jornalista Kátia Ramos reproduziu (e bem) as razões da exclusão do candidato, citando-as correctamente, atribuindo-as ao presidente da CE, com as devidas aspas, como mandam as regras do jornalismo.

Fonte: Club-k.net

 

O candidato excluído sentiu-se caluniado pelas declarações do presidente da CE e dirigiu-se à sede do jornal para protestar pelo conteúdo do texto. Pelo seu mensageiro, ouvi a reclamação e aconselhei o eng.º Barnabé Raimundo a escrever uma carta detalhada ao jornal, garantindo que a publicaria integralmente. Melhor forma de repor a verdade não havia. Mas em vez de escrever a carta a defender-se das declarações feitas pelo representante da Comissão Eleitoral (não pelo jornal), o engº Barnabé Raimundo foi queixar-se à polícia... ".


Para esclarecer a opinião pública, - e porque vemos que se pretende atribuir culpas à governação de João Lourenço, como uma espécie de caça às bruxas, o que não é verdade, pelo menos neste caso! -, dentro da nossa honestidade intelectual, dizemos que quem abriu a investigação sobre a Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA), dando conta de que aquela associação não realizava eleições e o Conselho Directivo não prestava contas aos seus associados há mais de 20 anos é o jornalista Carlos Alberto (o mesmo que escreve este artigo), ainda, na altura, jornalista da LAC.


Há provas nos links abaixo. Aliás, esta investigação de Carlos Alberto também contribuiu significativamente para a sua expulsão da LAC, pois a direcção da LAC, na pessoa de José Rodrigues, director de Informação da LAC, não aguentou a pressão política de algumas pessoas do Governo de José Eduardo dos Santos. Foi frouxo. Não teve capacidade de aguentar a pressão da lista A. Vamos aos factos (e temos provas documentais de tudo): é falso que José Ribeiro vai a tribunal defender a sua colega Kátia Ramos. O processo-crime que se abriu na altura é mesmo contra si. Não é verdade que está a ir defender a colega por solidariedade. Ele é, na verdade, um dos réus do processo-crime.


A sua colega Kátia Ramos, do Jornal de Angola, e mais dois cidadãos da Ordem dos Engenheiros, incluindo o presidente da comissão eleitoral, António Caldas (cujas declarações estão nas peças abaixo), também são réus. E por que José Ribeiro é réu? É réu porque ajudou a difamar o candidato da lista B a bastonário, eng.° Barnabé Raimundo, usando o Jornal de Angola (um jornal público), para condenar publicamente alguém que tinha um processo cível em curso no Tribunal Constitucional, cuja causa acabou por ganhar e nós já escrevemos sobre isto. As suas alegações aqui só provam que agiu mesmo com dolo premeditado, o que pode agravar ainda mais a sua condenação em tribunal e citamos "Agindo profissionalmente, a jornalista Kátia Ramos reproduziu (E BEM) as razões da exclusão do candidato, citando-as correctamente, atribuindo-as ao presidente da CE, com as devidas aspas, como mandam as regras do jornalismo.".


As regras do jornalismo não mandam fazer notícia sem contraditório e distorcendo factos. O JA inventou palavras que não foram ditas pela CE. Adulterou a informação, agravando a difamação pública e é por isso que a referida jornalista também é ré no processo-crime (temos provas). E mais: o candidato excluído escreveu um texto de Direito de Resposta (temos provas, como já dissemos) e o JA simplesmente não publicou. Pediu audiência com o director José Ribeiro para se repor a verdade e nunca foi recebido. José Ribeiro agiu com dolo (temos provas).


O candidato chegou a queixar-se ao Conselho Nacional da Comunicação Social (hoje substituído pela ERCA, por ironia do destino o jornalista Carlos Alberto expulso da LAC é hoje Conselheiro da ERCA que substituiu o CNCS) e o CNCS também nada fez (há provas). Carlos Alberto chegou mesmo a aventar uma hipótese de ter havido uma máfia para a eleição da lista A (está numa das peças abaixo). Mesmo depois do jornalista Carlos Alberto ter sido afastado da LAC, de forma ilegal - sem ter sido alvo de nenhum processo disciplinar, uma expulsão arbitrária feita pelo director de Informação José Rodrigues, desconhecendo-se se terá recebido alguma coisa em troca para afastar o jornalista que abriu tal investigação -, o Carlos Alberto, como jornalista de investigação independente, continuou a investigar o caso e publicou os seus resultados no YouTube (o único meio de divulgação que tinha disponível para o fazer, já que a LAC o expulsou). Há inclusive a possibilidade de o Estado angolano ser também responsabilizado neste caso. Abaixo estão os links de algumas peças que Carlos Alberto fez e publicou na altura sobre a OEA. As peças foram feitas em 2017, mas a investigação começou em 2016. Confirmem nas peças abaixo todo o filme sobre as eleições na OEA.

 

 



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