Luanda - A Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA) critica a decisão do Tribunal Provincial de Luanda e afirma que a sentença é uma ameaça aos trabalhadores sindicalizados.

Fonte: Angop

O Tribunal Provincial de Luanda condenou dez membros da comissão sindical dos trabalhadores da empresa pública angolana, Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL). Estes, foram julgados e condenados sumariamente a 45 dias de prisão cada um por crime de desobediência às autoridades.

 

A condenação foi convertida em multa, pelo que, os dez grevistas deverão pagar 125 Kwanzas por dia (cerca de 34 cêntimos do Euro) e ainda uma taxa de justiça equivalente a 20 mil kwanzas ( cerca de 54 euros). A Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), segundo o seu secretário-geral decidiu ajudar os sindicalistas condenados no pagamento da multa aplicada .

 

Recorde-se que os funcionários do CFL foram detidos na capital do país, Luanda, na sequência de um tumulto que se registou na manhã de segunda-feira, (13.05) depois de uma intervenção policial.


Os trabalhadores pretendiam impedir a realização dos serviços mínimos da companhia e acabaram feridos, detidos, julgados e condenados. No banco dos réus da primeira secção dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda estiveram os líderes da comissão sindical, entre os quais, Lourenço Contreiras, porta-voz do sindicato, e David Kinkela, secretário para os assuntos jurídicos do sindicato do CFL.


A CCGSILA criticou a decisão do tribunal e em declarações à DW África, o seu scretário-geral, Francisco Jacinto que acompanhou o julgamento, disse que foi a própria polícia quem violou a lei ao reprimir a greve dos funcionários da empresa ferroviária de Luanda.



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