Joanesburgo - O ministro sul-africano da Justiça e de Serviços Correcionais, Michael Masutha, decidiu extraditar o antigo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, para o seu país natal.

*Simião Pongoane
Fonte: VOA

A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 21, pelo porta-voz do governante.

 

Masutha disse acreditar que com esta decisão “a justiça será bem servida” e acrescentou ter analisado também o pedido da justiça americana.

 

Manuel Chang foi detido na África do Sul em final de Dezembro de 2018, a pedido da justiça americana, apontado como sendo o principal responsável pelo caso das chamadas “dívidas ocultas”, que, com a ajuda de banqueiros e empresários estrangeiros, e agentes moçambicanos, lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.

Outros desenvolvimentos

Ontem, 20 de Maio, a ex-banqueira do Credit Suisse Detelina Subeva declarou-se culpada da acusação feita pela justiça americana de ter participado no conhecido caso "dívidas ocultas", um esquema de suborno que envolveu o empréstimo de dois mil milhões de dólares de a empresas estatais de Moçambique.

 

Subeva, cidadã búlgara de 37 anos, confessou ter recebido, em 2013, uma transferência de 200 mil dólares do seu chefe Andrew Pearse, provenientes da Privinvest, uma empresa de Abu Dhabi, que seria fornecedora de equipamento naval para os projectos moçambicanos.assumiu a responsailidade, escreve a Reuters, citando a audiência que decorreu na segunda-feira, 20, no Tribunal Distrital de Brooklyn, em Nova Iorque.

 

Nas declarações feitas ao juiz do caso William Kuntz, Subeva afirmou que aceitou o montante “sabendo que era de actividade ilegal”.

 

Mais dois antigos directores do Credit Suisse, em liberdade em Londres sob fiança, são também acusados pela procuradoria de Nova Iorque, bem como o empresário libanês e representante da empresa Privinvest, com sede em Abu Dabhi, Jean Boustani, que se encontra detido nos Estados Unidos.

 

A justiça americana pediu também a prisão de dois moçambicanos, entretando detidos pela Procuradoria Geral da República de Moçambique, que num processo por ela movido, prendeu oito pessoas, entre elas o filho do antigo Presidente Armando Guebuza.

 



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