Luanda - A partir da segunda quinzena de Agosto, os técnicos formados em universidades ou institutos superiores de Angola poderão ver os diplomas ou certificados homologados sem a necessidade de se deslocarem às instalações do Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (Inaarees), em Luanda.

Fonte: Gazeta

Ao recém-licenciado, bacharel, mestre ou doutor, bastará apenas pagar a taxa correspondente e aguardar que a universidade, depois da interacção com o Inaarees, lhe entregue o documento já homologado.


Ao recém-licenciado, bacharel, mestre ou doutor, bastará apenas pagar a taxa correspondente e aguardar que a universidade, depois da interacção com o Inaarees, lhe entregue o documento já homologado, que consistirá na afixação de uma vinheta no certificado ou diploma, ao contrário do que sucede actualmente, em que é emitida uma declaração. Esta é uma das novidades da conferência de imprensa realizada hoje pelo director-geral do Inaarees, que anunciou igualmente a criação de um plano de emergência para, em tempo “razoável”, atender às solicitações de homologação e reconhecimento de estudos.

 

Jesus Tomé, sublinhando que a instituição tem aberta, até 27 de Maio, um concurso público com 28 vagas para técnicos médios e superiores, explicou que o plano de emergência conta com o reforço de 25 funcionários oriundos do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologias e Inovação (Mescti). Estes técnicos, em colaboração com os 31 já existentes no Inaarees, terão a missão de permitir que, todos os dias, nas quatro semanas de duração da emergência, se proceda à entrega de 600 declarações de homologação ou reconhecimento de estudos. O instituto também alargou os dias de atendimento ao público, passando de segunda a quarta, para de segunda a sexta-feira, com um horário de atendimento ininterrupto, que irá das 8 às 13 horas. O plano emergencial prevê igualmente que, além do director Jesus Tomé, a directora adjunta possa assinar as declarações.

 

Só no ano passado, Angola diplomou mais de 18 mil técnicos do ensino superior. Estes números permitem antever que o Inaarees, devido à escassez de técnicos com que se debate, venha a ter dificuldades para, já em Agosto, tratar da homologação dos estudos directamente com as várias dezenas de instituições públicas e privadas do ensino superior. “Já fizemos os estudos necessários, com análises ponderadas, e achámos que é possível implementar isso”, resumiu Jesus Tomé, sem avançar detalhes.

 

Localizado na Centralidade do Kilamba, em Luanda, o Inaarees é uma instituição pública, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, à qual compete promover e monitorar a qualidade das condições técnico-pedagógicas e científicas e dos serviços prestados pelas instituições de ensino superior. Este organismo tem também a missão de homologar os estudos superiores feitos no país, reconhecer e emitir equivalências de graus e títulos académicos obtidos no exterior. Em 2018, detectou 54 diplomas/certificados falsos nos pedidos de reconhecimento, enquanto as falsificações de documentos de universidades nacionais atingiram o registo de 15 casos.

 



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