Luanda - O presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), disse hoje que Angola continua com uma taxa de penetração de seguros "muito baixa, cerca de 1%", originada, sobretudo, pela "crise financeira".

Fonte: Lusa

Aguinaldo Jaime, que falava hoje, em Luanda, recordou que o país está numa situação de crise económica, e, nesse domínio, sublinhou, "é normal que as famílias e as empresas procurem diminuir alguns dos seus gastos, sobretudo os supérfluos".

"E por causa de uma deficiente educação financeira, o seguro ainda é considerado como um gasto não prioritário por muita gente, quer a nível das famílias quer a nível de empresa e isso, naturalmente, este quadro geral que o país está a viver condiciona a evolução dos seguros", adiantou.

Angola enfrenta desde finais de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial fruto da queda do preço do petróleo no mercado internacional, maior suporte da economia angolana, com reflexos negativos na condição socioeconómica dos angolanos.

O responsável falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a ARSEG e o Ministério da Educação angolano, para a inserção de conteúdos de educação financeira no sistema de ensino.

Referiu que a taxa de penetração dos seguros, pelo volume de prémios sobre o Produto Interno Bruto (PIB) "ainda é baixa e queremos que ela cresça para se aproximar da média africana que estará à volta de 3%".

"A nossa taxa estará a volta de 1% e vamos fazer todo o esforço no sentido para que ela cresça e se aproxime da média africana e uma das formas de fazer a taxa de seguros e de fundos de pensões crescerem é reforçar as ações de literacia financeira", realçou.

Conteúdos de educação financeira começarão a ser ministrados no sistema de ensino angolano a partir de 2022 segundo um protocolo de cooperação institucional assinado hoje, em Luanda.

 



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