Luanda - A deputada do MPLA Welwitschia dos Santos “Tchizé” acusa o Comité Central do partido no poder de golpe baixo e de estar a fazer tudo para afastá-la do congresso porque os dirigentes “têm medo” dela.

Fonte: VOA

“Eu sou, talvez, a única militante com coragem para ir ao congresso e por em causa e impugnar isso que está a ser proposto e estão a fazer um golpe baixo para eu não ir ao congresso”, afirmou Tchizé, ao reagir à decisão tomada nesta sexta-feira, 7, pelo Comité Central, de lhe suspender do órgão e abrir um processo disciplinar.

 

Num áudio divulgado no Whastaap, a filha do antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, acusa os dirigentes de violarem os estatutos do partido e a Constituição.

 

"Estão com medo de que eu vá ao congresso dizer umas poucas verdades, mostrar os estatutos e mostrar que todas essas propostas que estão a ser feitas para o congresso são irregulares e violam os estatuídos do MPLA e até a Constituição”, acrescenta Tchizé, que se considera neste momento “a política mais influente do país a seguir ao Presidente da República”.

 

“A decisão me torna a política mais influente do país, a seguir ao Presidente da República, muito obrigado ao padrinho João Lourenço pela projecção que está a dar-me e quando for grande, r eventualmente estiver algures a tomar posse num importante cargo dentro ou fora de Angola, dentro ou fora da política, irei citar o seu nome e agradecer a sua projecção pela oportunidade que me está a dar para mostrar o que valho porque se não fossem os desafios que a sua liderança está a impor à minha pessoa e a exposição que me está a dar eu não teria pretexto para mostrar a minha capacidade política e aquilo que eu valho intelectualmente”, diz a deputada que concluiu dizendo “muito obrigada, Presidente João Lourenço, muito obrigada, Angola”.

 

Antes, Welwitschia dos Santos questiona “MPLA quo vadis, Angola quo vadis”, faz duras críticas ao Comité Central e à liderança de João Lourenço, num partido em crise, segundo ela,

 

Depois de enumerar vários dirigentes, como o próprio João Lourenço, então secretário-geral, Lukoki, Marcolino Moco, Irene Neto, Mendes de Carvalho e Pepetela, que criticaram a liderança de José Eduardo dos Santos, sem que tenham sido suspensos ou alvo de processos disciplinares, Tchizé pergunta “quem é ditador afinal, José Eduardo dos Santos ou o camarada João Lourenço?”.

 

A deputada sublinha ainda estar feliz “porque isso mostra que sou uma pessoa extremamente forte e de um capital político que nunca sonhei ter, nem durante o mandato de Eduardo dos Santos”.

 

 



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