Luanda - Enquadrada nos esforços global de combate ao tabagismo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) procedeu hoje em Luanda, outorga da Medalha “Mundo Sem Tabaco” a Angola, pelo avanço notável na adopção de políticas e medidas visando à implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

Fonte: Club-k.net

A distinção atribuída através da Directora Nacional do Instituto de Luta Contra as Drogas, Dra. Ana Graça, é o reconhecimento da OMS a indivíduos ou organizações em todos os continentes, por suas realizações na área de controlo do tabagismo e serve para galvanizar a todos no sentido de responder à epidemia do tabaco, através da implementação plena das disposições da Convenção Quadro da Organização Mundial da Saúde.



O Representante da OMS em Angola, Dr. Hernando Agudelo disse que o país tem se destacado com acções preponderantes para o controlo do tabagismo, através da aprovação de Leis e políticas que favorecem a criação de espaços públicos livres do tabaco, educação de crianças e jovens sobre os riscos do tabagismo, e o agravamento das taxas de tabaco.


“Regozijamo-nos pelas conquistas alcançadas por Angola para o controlo do tabagismo e reiteramos o compromisso da OMS em continuar a apoiar o governo e seus parceiros, para reforçar a garantia da criação de espaços públicos livres do tabaco, fiscalização actuante da Lei que proíbe fumar em locais públicos, agravamento das taxas de tabaco, afixação de avisos de saúde nos maços de cigarro, e a proibição de toda e qualquer forma de publicidade dos produtos do tabaco”. Sublinhou.



Considerada pela OMS como uma das maiores ameaças à saúde pública, mais de 7 milhões de pessoas morrem por ano como resultado de doenças associadas ao tabagismo. Mais de 6 milhões dessas mortes são o resultado do uso directo do tabaco, enquanto cerca de 890.000 mil são o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo.


O fumo do tabaco é perigoso, contêm mais de 7 000 substâncias químicas, 69 das quais consideradas cancerígenas. Somente em 2018, foram diagnosticados mais de 39 353 mil novos casos de cancro do pulmão e foram registadas 37 748 mil mortes devido a esta doença, como consequência do consumo e da exposição passiva do tabaco.


De acordo com o Secretário de Estado de Angola para a Saúde Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, com a distinção global da OMS “Mundo Sem Tabaco”, Angola faz parte do grupo privilegiado de países reconhecido globalmente, pelos esforços desenvolvidos para o controlo do tabagismo e a proteção dos seus cidadãos dos efeitos nefastos do tabaco.

“Esta é uma distinção de todos os angolanos e reveste-se de simbolismo especial, porque nos impele a todos a continuar a adoptar uma postura positiva para o combate ao tabagismo, bem como trabalhar arduamente para proteger a saúde e evitar os males causados pelo fumo do tabaco”.

Para a Directora do Instituto Nacional de Luta Contra as Drogas, Dra. Ana da Graça, que intervinha durante a cerimónia, a distinção é um reconhecimento internacional valioso que prova que Angola está comprometida em participar activamente na adopção de iniciativas para a melhoria do bem-estar das suas populações.



Este ano, ao nível da região africana, além de Angola a Organização Mundial da Saúde distinguiu com o galardão global “Mundo Sem Tabaco”, as Ilhas Maurícias, Mauritânia, República Democrática do Congo, República Federal da Etiópia, e a República da Nigéria.

 



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