Lobito - Esta mania de mostrarmos ser o que na realidade não somos em África: Potência, ainda nos vai sair muito caro. Os resultados deste pseudo- sentimento de sermos mais do que os outros, está bem reflectido na arrogância de muitos dos nossos dirigentes e governantes, principalmente no estrangeiro, mas não poucas vezes também patente em Angola, quando se trata principalmente na pontualidade em receber entidades estrangeiras em serviço no país.

Fonte: Club-k.net 

35 Mil expulsos da RDC

Excessos de atrasos, atendimento de chamadas telefónica no meio de encontros oficiais, muitas vezes tratando de assuntos banais tais como: acertos de almoços, planos de fim-de-semana, assuntos domésticos e outras banalidades.

 

No estrangeiro então, aí sim é que é um autêntico show. Mesmo não falando inglês ou francês, muitos destes “camaradas” exteriorizam uma arrogância que as vezes deixam a nós (técnicos e pessoal de apoio) bastante pasmados e perplexos, isso para não falar da participação irregular do evento para o qual ele se deslocou em representação do estado, á custa do contribuinte angolano, preferindo dar passeios, contemplar a cidade, visitando familiares, fazendo de tudo um pouco a espera de um relatório do evento para ser submetido ao Primeiro Ministro.

 

Esta arrogância ficou mais patente nas últimas 2 semanas, á luz de pronunciamentos irresponsáveis e carregados de um certo pseudo- patriotismo de governantes angolanos no âmbito da problemática fronteiriça reinante entre Angola e a RDC. Tanto o Chefe do estado Maior do Exército, General Francisco Furtado como o vice- Ministro Jorge Chicote para não falar de certos chamados analistas da nossa praça, mostraram-se tão arrogantes como se fossem detentores do talismã da verdade absoluta , deixando transparecer que as autoridades congolesas eram ignorantes. Afinal, a enxovalhada e o taco á taco á mesa das conversações foi notória conforme se pôde extrair do comunicado final:
 


“Regularmente haverá consultas prévias entre os governos, haverá comunicações ao nível das fronteiras, ao nível dos governos provinciais e postos fronteiriços . . . Os governos devem prestar maior atenção, em caso de expulsões. . . Qualquer processo de expulsão carece de consulta prévia entre as partes”.


Em suma, é isso o que a Convenção das Nações Unidas para os Refugiados prevê e é isso o que a Convenção de Viena (Áustria) sobre as Migrações tem nos seus Regulamentos.

 

Meus irmãos, camaradas, Relações bilaterais entre estados, não são relações bilaterais entre partidos políticos de dois estados que variam conforme a constelação parlamentar em cada país. Não! Relações bilaterais entre estados tem mecanismos, tem regulamentos, tem respeito e tem sobretudo as consultas prévias. Por mais ilegais que fossem os congoleses, eles não podem ser tratado ao bel-prazer e caprichos das autoridades angolanas, só por este país ser rico em petróleo e registar o tal crescimento tão mencionado e embelezado por aqueles que só querem sugar mas na realidade não reconhecem tal crescimento

 

Hoje temos um “fardo” de mais 35 mil cidadãos angolanos que regressaram compulsivamente para Angola, devido a ignorância e arrogância de certos governantes que confundem sentimentos populistas com interesses do estado. Se calcularmos que o realojamento de cada um destes compatriotas orçar em cerca de mais de 3.500.00 USD, então constataremos que o excesso de zelo, a falta de visão e a unilateralidade das Operações “Brilhante”, “Toupeira”, etc, custarão aos bolsos dos angolanos pouco mais de 125 milhões USD. Boa oportunidade para ganhar sem trabalhar, verdade?

 

Voltando ao comunicado final produzido no final da missão que levou Chicote á Kinshasa, dizer que ficou mais uma vez demonstrado a verticalidade e fiabilidade do regime de Kabila Jr., que apesar de “refém” do regime angolano, mostrou ter aprendido muito bem as lições de arrogância e orgulho nacionais vindas de Luanda.



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