Luanda - Insegurança, assassinatos, roubos e sequestros contra cidadãos chineses preocupam a comunidade chinesa residente em Angola. Relatos vindos do representante da comunidade dão conta de que, de Janeiro a Junho, pelo menos 15 cidadãos morreram vítimas de assassinato. Só no final do passado mês de Junho, no município do Cazenga, uma cidadã de nacionalidade chinesa foi assassinada a escassos metros da sua residência por dois indivíduos que se faziam transportar numa motorizada, tendo um deles disparado contra a vítima, que teve morte imediata na presença do marido e da filha.

Fonte: NJ

Já no mês de Maio, outro cidadão chinês também foi encontrado morto e com sinais de agressão, no interior de uma residência em construção, no bairro Maié-Maié, no distrito urbano do Sequele, município de Cacuaco. O corpo da vítima, que era conhecido como "Capacete", foi encontrado pelos colegas a 300 metros do estaleiro em que trabalhava, com ferimentos no peito e na testa. Fonte do SIC contactada por este semanário deu a conhecer que continuam as diligências para se chegar aos presumíveis autores do crime da cidadã. Em relação ao outro caso (do cidadão encontrado morto e com sinais de agressão), "os suspeitos já se encontram detidos".


Ao Novo Jornal Juan Chang, que representa a comunidade chinesa em Angola, disse que a situação é grave e que afugenta os investidores chineses. “A comunidade chinesa em Angola controlava 1.358 empresários que operam no país em sete câmaras de comércio. Este número reduziu muito por conta da insegurança e do ambiente económico que o país vive", sustentou.

Além de assassinatos e assaltos frequentes de que são vítimas, a outra preocupação que inquieta a comunidade chinesa, de acordo com Juan Chang, tem que ver com os sequestros. Sem avançar números, o representante da comunidade chinesa em Angola disse que o problema é antigo.


“Esta semana recebemos a informação de que um concidadão foi sequestrado por marginais e teve que se pagar para a sua libertação", denunciou, observando que, para se inverter o quadro dos crimes violentos no país, o Estado deve melhorar o ambiente de negócios políticos económicos.


"Porque a economia de Angola não está boa, tem muitos cidadãos no desemprego e isso produz pobreza e um índice elevado de criminosos", disse Juan Chang a este semanário.



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