Luanda - José Filipe é daquelas individualidades, cujo nome é mais difícil de identificar que a sua imagem. Boa parte dos angolanos lembrar-se-á com mais facilidade se se dizer que se trata ‘do senhor que está (esteve) sempre a acompanhar o Presidente da República’.

Fonte: Valor Economico

Foi, durante anos, director do cerimonial do Presidente da República, tendo sido exonerado a 15 de Julho e nomeado embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola acreditado na República da Hungria.

 

Por força das funções, é, certamente, dos homens mais documentados sobre os bastidores do palácio e, sequencialmente, do país. Um potencial bom entrevistado. E um possível autor das memórias mais procuradas sobre Angola. Leitores não faltariam.

 

Seria uma verdadeira obra histórica, sobretudo se escrita com a imparcialidade, verticalidade e com o mínimo de auto-censura, reservando-as apenas e somente para as questões que sejam efectiva e comprovadamente segredos do Estado.

 

Alias, mais do que um apelo para que escreva, José Filipe deve sentir-se obrigado a fazê-lo, não sendo, entretanto, a única individualidade nesta condição. O mesmo vale, por exemplo, para antigos colaboradores directos de Jonas Savimbe ou de Agostinho Neto.

 

Portanto, espera-se que o novo cargo de José Filipe, aparentemente menos exigente, sirva para, caso ainda não exista, a elaboração do rascunho da obra que, em nome do povo e da história, está condenado a escrever.

 



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