Lisboa   - A editora RCP, acaba de disponibilizar a introdução do novo livro de Domingos da Cruz, cujo título é «Racismo: o machado afiado em Angola». Segundo ao site da editora, o livro estará disponível nas livrarias físicas portuguesas e virtuais no final do mês de Julho, e a apresentação está prevista para a primeira ou segunda semana de Agosto.

Fonte: Club-k.net


Atente a introdução a seguir: O problema racial deverá constar na agenda de discussão, entre os angolanos dentro e fora de Angola. Será igualmente valioso a participação no debate, personalidades alheias a nacionalidade angolana.

 


A questão racial tem raízes históricas fundadas sobre uma “memória apagada”, sobre a evangelização e sobre a colonização. Falar sobre a racialidade na Angola dos nossos dias, pressupões evocar a etiologia da questão, mesmo que não queiramos. A evocação de uma arqueologia histórica do racismo, ajudarnos-á a compreender porquê chegamos aqui, e porquê estamos assim neste quesito. Assim em relação a quê? Dirseá adiante!

 


O núcleo do debate aqui proposto é a operacionalização do racismo hic et nunc. Na Angola de hoje. Temos consciência sobre a sua complexidade, e os corolários vinculados a esta complexidade: por exemplo, as paixões que esta questão desperta; as incompreensões, a confusão no plano epistémico com consequências na relação interpessoal e na narrativa que é vertida para a esfera pública.

 


Uma análise sobre a questão a que nos propusemos, em virtude da sua complexidade, da sua “intermultidisciplinariedade”, impele-nos a ler as seguintes dimensões da racialidade:  sociológica (constitui prioridade para este trabalho), histórica (possui as bases fundantes igualmente sine qua non para compreendermos o estágio em que estamos).

 

 

Tendo em consideração o contexto, tanto a vertente sociológica quanto a histórica cruzam com inevitáveis fragmentos da dimensão política do problema. A partir daqui o problema é escorregadio. Sai dum plano e torna-se cíclico. Dai a complexidade. No nosso entender, um olhar unidireccional torna-o ininteligível. Só uma análise que vê as partes, mas também o todo, poderá ter uma compreensão mínima e útil sobre o problema racial em Angola.



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