Lisboa - Desde que, há um ano, foi nomeado, para exercer as funções de Director do Gabinete Médico do Presidente da República, o  tenente-general  Vasco Júnior Sabino da Silva ainda não beneficiou do ordenado correspondente ao cargo para qual foi indicado pelo Decreto Presidencial n.º 80/18.

Fonte: Club-k.net

PR  ainda não legalizou departamento do Gabinete Médico

A “ausência de salário” é justificada, por até ao momento, a Presidência da República, não ter aprovado um diploma que cria formalmente direção do Gabinete Médico do Presidente da República (GMPR), como departamento do seu organograma. “Foi mesmo que nomear um juiz, para um Tribunal que ainda não foi criado”, exemplifica, uma fonte do Club-K, que acompanha o assunto.


O tenente-general  Vasco da Silva é um profissional de saúde, especializado em reumatologia. Esteve por mais de 5 anos, como Director dos Meios Diagnósticos e Terapêutico do Hospital Militar Principal do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, cargo na qual foi exonerado há dois meses por Decreto Presidencial n.º 178/19.


Até a data da sua nova nomeação em 2018, este médico, estava também colocado como vogal   da Clinica Girassol, para qual havia sido nomeado pela então PCA da Sonangol, Isabel dos Santos, em Abril de 2017.


Por decisão, atribuída ao Palácio Presidencial, foi acordado que enquanto não se resolver a questão da formalização da direção do Gabinete Médico do Presidente da República, o tenente-general  Vasco da Silva irá manter-se como vogal   do Conselho de Administração da Clinica Girassol, conservando desta forma o salário de gestor desta unidade médica. É nesta clinica da Sonangol que ele assiste o Presidente João Lourenço.


Para além da clinica Girassol, o tenente-general  Vasco da Silva é frequentemente dado como mantendo influencia de mando, no hospital militar de Luanda, e acompanhante das obras do futuro complexo hospitalar general Pedro Maria Tonha “Pedale”, avaliado em 128 milhões de dólares.



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