Lisboa – Catarino Avelino dos Santos, um sobrinho da estima do ex-Presidente José Eduardo dos Santos entregou voluntariamente ao Estado, um dos terminais do Porto de Luanda cuja gerência era partilhada pela sua empresa Manuportos (Angola), SA.

Fonte: Club-k.net

A decisão de Catarino dos Santos foi destinada a evitar exposição semelhante a que a SOPORTOS do  general Manuel Vieira Dias “Kopelipa” e Grupo GEMA teve pelas mãos do Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria Geral da República.


Constituída aos 4 de Agosto de 2006, a Manuportos (Angola), tem nos seus objectivos sociais a prestação de serviços no domínio dos transportes marítimos, gestão de manutenção de portos e operações de logísticas. O seu director de recursos humanos é Carlos Santos. No auge dos trabalhos de exploração portuária, esta empresa chegou a fazer o equivalente a um milhão de dólares por dia.


Em Outubro de 2014, o governo angolano investiu cerca de 130 milhões de dólares para um programa de infra-estruturas da Zona da Boavista, destino a criar condições de trabalho para a Manuportos (Angola), e a Soportos poderem explorar os terminais que lhe foram atribuídos. As obras que duraram dois anos iniciaram com os trabalhos de escavação do terreno e na drenagem das águas pluviais. Só depois evoluiu para os trabalhos de terraplenagem.


Catarino dos Santos, bastante respeitado e  algumas vezes apresentado  como oficial superior  da Casa de Segurança, é quadro antigo da Presidência da República que esteve colocado no extinto Gabinete de Estudos e Analises do Presidente (GEPE), órgão que teve como  director,  o general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”.  Com a extinção do GEPE, Catarino dos Santos seria o adjunto do Brigadeiro Daniel Mingas no futuro  GES- Gabinete de Estudos e Segurança.   


Paralelamente, Catarino desempenhou informalmente as tarefas de responsável de um virtual “gabinete para os assuntos familiares”, servindo de elo entre JES e os restantes membros da família, Dos Santos.


Logo após a eleições de 2012, foi formalmente admitido no Ministério das Relações Exteriores. O então Ministro George Chicoty, o elevou - através do de Despacho n.º 2291-JS/12 - a categoria de Conselheiro do quadro da carreira diplomática.


Com a entrega do termina do porto, gerido pela Manuportos (Angola), Catarino dos Santos é, segundo apurou o Club-K, citado como tendo se conformado em se concentrar  em outros negócios privados tais como uma fábrica de engarrafamento de água, uma empresa de construção civil e restauração.   


É-lhe também atribuído ligações a uma empresa KIDJ, controlada por um coronel reformado identificado apenas por “Geoveth”. A KIDJ já foi citada – em competentes relatórios - como uma das preferidas do ex-ministro do interior, Ângelo de Barros da Veiga Tavares no fornecimento de logística para a Polícia da Guarda de Fronteira de Angola. 

 



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