Washington - Um empresário libanês foi condenado a 5 anos em uma prisão dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça em um comunicado à imprensa.

Fonte: sputniknews.com

Tajideen declarou-se culpado no financiamento ao terrorismo 

"O operador de uma rede de empresas no Líbano e na África, que o Departamento do Tesouro dos EUA designou como financista do Hezbollah, o grupo baseado no Líbano e que é apontado como terrorista por Washington, foi condenado a cinco anos de prisão e condenado a perder US$ 50 milhões", publicou nesta quinta-feira (8).


Kassim Tajideen, de 63 anos, já se declarou culpado de lavagem de instrumentos monetários e violação de sanções, segundo o comunicado.


O texto também aponta que Tajideen admitiu que conspirou com pelo menos cinco outras pessoas para realizar mais de US$ 50 milhões em transações com empresas norte-americanas que violaram a lei dos EUA.


Em 2009, o Departamento do Tesouro designou Tajideen como "terrorista global especialmente designado", com base em suas dezenas de milhões de dólares em apoio financeiro ao Hezbollah, segundo o comunicado.

Kassin Tajedeen, foi expulso de Angola pelas autoridades locais,  em 2011. Os ativos das suas empresas – Arosfran, Golfrate e Afribelg –  consideradas como tendo conexões com o terrorismo internacional ficaram em posse do Juiz do Tribunal Supremo de Angola, Rui Constantino Ferreira.

 

As autoridades americanas tem se manifestado surpreendidas uma vez que na altura em que solicitaram a extradição de Kassin Tajedeen, o governo de Angola ao invés de faze-lo, ainda disponibilizou 327  milhões de dólares para o mesmo e que foi repartido entre os responsáveis angolanos que actuaram como mediadores e por sua vez rebatizaram as empresas com outros nomes como NDAD. Segundo informações, os mediadores entregaram apenas 100 milhões de dólares a Kassin Tajedeen e a outra parte teve destino desconhecido.

 


Numa exposição datada de 2016, Vicent Micle, ex-sócio dos generais da Presidência de José Eduardo dos Santos assume que “Esta sociedade - NDAD - foi criada com o intuito de absorver no mercado angolano as estruturas da (Arosfram Golfrate e Muteba), pertencentes ao Sr Kassin Tajedeen com a finalidade de dar continuidade a grande estrutura de distribuição alimentar a população mais desfavorecida , tendo me sido confiada essa responsabilidade de gestão pelo Estado angolano , que aceitei , o desafio sem qualquer hesitação.”

 

Rui Ferreira em sua defesa,  disse  a poucos meses ao Makaangola que “o que fiz foi uma missão de bons ofícios, por sinal bem-sucedida e aceite pelas duas partes. Não agi como advogado de nenhuma delas, mas sim como ‘facilitador’ do acordo”. E mais disse que, “Foi uma diligência de bons ofícios pedida pelo governo do meu país, no interesse nacional e não remunerada.”

 

As autoridades americanas, mostram-se interessadas, em ver esclarecido este assunto por no seu entender haver provas de atividades continuas de financiamento ao terrorismo, uma vez que as empresas herdeiras da Arosfran (ALLCOMERCE, ALIMENTA ANGOLA e etc), passaram para a gestão de Sidney Manita Ferreira (em representação do seu pai, o Juiz Rui Ferreira) e de Moahmed Tajedeen (representando o seu pai Kassin Tajedeen).

 

A sustentação de ocorrência de alegadas “atividades continuas de apoio ao Hezzbolah”, é baseada no facto de a família Ferreira repatriar dividendos dos lucros dos negócios em comum, para um irmão de Kassin Tajedeen, de nome “Hamed” que se encontra baseado na Bélgica. O esquema de envio de dinheiro a Hamed, é feito a partir da “Ango-Alimentos”, empresa de bens alimentar que comercializa alimentos ao norte da fronteira do Luvo, na província do Zaire, com a República Democrática do Congo.

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R.

 

 

 

 



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