Benguela - Confrontos entre militantes da UNITA e do MPLA na província angolana de Benguela, ocorridos nos últimos 15 dias, provocaram seis detidos e vários feridos, na sequência de actos que culminaram com a destruição de uma estrutura daquele partido na oposição.

Fonte: VOA
O partido do “galo negro’’ atribui a militantes do partido no poder a autoria de acções que considera adversas à paz e reconciliação, já no encalço da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

O deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial da UNITA, diz que militantes do MPLA inviabilizaram a implantação política do seu partido na localidade do Hungulo, município do Balambo, com a administração local já informada sobre o acto.

 

‘’Mesmo perante ameaças, colocou-se a bandeira, mas eles vieram e arrancaram, saquearam bens e agrediram o nosso dirigente. Os nossos voltaram a colocar a bandeira, mas eles regressaram a tiraram de uma maneira mais feroz’’, denuncia o secretário.

 

Ngalanela refere que os militantes do seu partido, na luta pela sobrevivência, acabaram por reagir, ficando o clima bem mais tenso.

 

"Nesta defesa, desarmaram os agressores e com os mesmos instrumentos desferiram golpes. Devo dizer que há feridos do nosso lado e do Mpla", conclui Ngalanela.

 

Contactado pela VOA, o MPLA diz que aguarda pelo momento oportuno para falar sobre a violência no Balombo, já confirmada pelo Comando Provincial da Polícia Nacional, que lamenta a existência de feridos graves e refere que as baixas são dos dois lados.

 

O porta-voz da corporação, superintendente-chefe Francisco Tchango, explica que o Ministério Público começou já a tratar do assunto. "Foi destruído algum património da Unita por elementos do MPLA… mas a nível do município as autoridades já terão resolvido o problema. Os detidos estão a contas com o Ministério Público", salienta Tchango.

 

As últimas informações indicam que os detidos já se encontram em liberdade, depois de terem cumprido algumas horas numa das celas do Lobito. A intolerância política no Balombo, a 182 quilómetros da cidade de Benguela, ocorre duas semanas após um encontro de concertação entre o delegado provincial do Interior, Aristófanes dos Santos, e líderes de partidos políticos.



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