Luanda - A Organização Não Governamental Friends of Angola (FoA) apelou hoje ao presidente angolano João Lourenço para que declare o estado de emergência devido à situação de seca que se vive no sul do país.

Fonte: Lusa

O apelo, assinado pelo diretor da FoA, Rafael Morais, destaca que "Angola poderá ter uma grande catástrofe nos próximos tempos" se não forem tomadas medidas concretas para minimizar a fome no sul de Angola que afeta sobretudo as províncias de Cunene, Cuando Cubango e Moxico.

A FoA reclama nomeadamente que sejam acionados "todos os meios" e desenvolvidas políticas para minimizar os efeitos da seca , incluindo a declaraçao de "um estado de emergência para que cada pessoa seja tratada com dignidade", apelando ao Presidente da República para que "não olhe de ânimo leve este problema da fome"

A organização tem acompanhado a situação "com preocupação", sublinhando que há famílias que estão a ser "dizimadas" e optam "por emigrar em busca de melhores condições de sobrevivência" face à falta de respostas das autoridades locais.

A 28 de maio, as Nações Unidas disponibilizaram a Angola 6,4 milhões de dólares (5,7 milhões de euros) para ajudar o Governo a fazer face, nos próximos seis meses, à crise de seca.

Em comunicado divulgado na altura, as Nações Unidas anunciaram que a referida ajuda se enquadra no Fundo Central de Resposta a Situações de Emergência (CERF, na sigla em inglês) e deverão ser aplicados em projetos nas províncias do Cunene, Huíla, Bié e Namibe, para beneficiar 565.000 pessoas afetadas pela seca.

"O severo impacto da seca no sul tem levado à deterioração rápida dos meios de subsistência da população. Segundo dados do Governo provincial do Cunene, o número de pessoas que precisam de ajuda humanitária nessa província aumentou de cerca de 250 mil, em janeiro de 2019, para 860 mil em março deste ano, o que representa já 80% do total da população da província", realçou a ONU.

A 21 de junho, o Presidente angolano, João Lourenço, apelou, através da sua conta no Twitter, à contínua busca de apoios para os milhares de sinistrados da seca no sul do país.

Segundo o chefe de Estado, o momento crítico para o sul de Angola avizinha-se (julho, agosto e setembro), pelo que os milhões de angolanos devem continuar solidários, para salvar vidas naquelas comunidades.

 



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