Lisboa – A recente  decisão da decana da faculdade de ciências politicas da Universidade Agostinho Neto, Luzia Milagre (na foto)  para afastar,  o professor de ciências politicas Paulo Conceição João Faria foi baseada no teor de um suposto abaixo-assinado, atribuído aos estudantes  invocando “método negativo de dar aulas” por parte do acadêmico.

Fonte: Club-k.net

Os estudantes alegam que não foram  eles, os responsáveis pela  autoria  do documento e acusam a década de ter usado um falso abaixo-assinado para afastar aquele   professor  que é conhecido por ter levantando o debate  sobre irregularidades no concurso a promoção a carreira acadêmica na Universidade Agostinho Neto. 

 

O forjado abaixo-assinado é datado de 21 de Junho. A pessoa que forjou procura fazer crer que os estudantes não querem mais  Paulo Faria como professor  e que se recusam fazer as suas provas de exame.  

 

Apoiando-se no alegado  falso documento, a decana Luzia Milagre escreveu, a 30 de Julho,  ao professor avisando  que o seu contratado de trabalho com a Faculdade de Ciências Sócias não será renovado. Como motivo da  decisão, Luzia Milagre alega “fraca assiduidade, enquanto regente” e “na forma como ministra as aulas e avalia os estudantes, gerando constantes reclamações por parte destes” dando como exemplo a existência  de dois supostos abaixo-assinado dos Estudantes. 

 

Indignados, os estudantes reiteram que o suposto  abaixo-assinado é falso e que terá sido forjada pela corrente da decana para denigrir a imagem do professor Paulo Faria, em retaliação a criticas que ele fez sobre irregularidades no concurso a promoção a carreira acadêmica, realizado por aquela instituição. Paulo João Faria e um outro professor Nelson Domingos Antônio escreveram no 24 de Junho, ao Reitor da Universidade Agostinho Neto, Pedro Magalhaes solicitando informações sobre o referido concurso no/GD/FCS-UAN.

 

Nas redes sociais,  há reações dos estudantes rejeitando a versão de que tem reprovado em massa na cadeira do aludido professor. O Estudante Gerson Coelho Neves afirma  no facebook, que “Não tive problemas com essa cadeia”. Já Pedro Quiriri Júnior questiona até que ponto se chegou com o forjamento de abaixo-assinado e lembra que “Tive 18 valores na prova de exame dessa cadeira”.

 

Paulo João Faria é licenciado em filosofia pela Universidade Católica de Lisboa, mestre em relações internacionais e doutorado em ‘política e governo’ pela Universidade de Kent, no Reino Unido. É igualmente convidado para conferencias em Universidades em Johanesburgo e Nairóbi. Pelo seu currículo, os alunos entendem, não fazer sentido que Paulo João Faria seja reconhecido por renomadas Universidades a nível internacional, mas apenas a Universidade Agostinho Neto – por via da década Luzia Milagre - que lhe rotular como “mau professor”.

 

Na sequencia do seu afastamento, um outro professor Nelson Domingos pediu demissão, em solidariedade a injustiça contra o colega. Nelson Domingos é professor de Ciências Política (fundamentos) e processos de tomada de decisão. Já, Paulo João Faria lecionava ética e pratica política, teoria das relações internacionais e Estado, Globalização e Desenvolvimento.

 

Os dois professores escreveram uma nota de protesto público, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo para se corrigir o que está mal.


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Copia do falso abaixo-assinado atribuído aos estudantes 

Copia da carta do afastamento  do professor    


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