Cuito - A ex-administradora do Chinguar, Beatriz Napende Diniz, ré no processo acusada de desviar fundos públicos, alegou hoje (terça-feira), em Tribunal, que os actos que praticou no exercício das suas funções foram em cumprimento de ordens do ex- governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto.

Fonte: Angop

Ex-administradora municipal do Chinguar entre 2001/2018, Beatriz Napende Diniz, está a ser jugada no Tribunal Provincial do Bié, por peculato, associação criminosa, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, participação em negócios e tráfico de influência.


Esta antiga gestora e mais outros 21 arguidos arrolados neste processo nº 219/2019, são acusados de defraudar ao Estado angolano AKZ 296 milhões 711 mil e 773.


Durante esta fase de produção de prova material, a ex-gestora negou, à instância do juiz, qualquer responsabilidade nos crimes de que é acusada, acima em referência.


“Fiz tudo em orientação do ex-governador Álvaro Boavida Neto, por via telefónica, com realce na arrecadação de receitas do município, consubstanciadas na concessão de terra, licenças de obras e vedação”, denunciou.

Informou que no exercício das funções observava sempre o preceituado na Constituição da República, Estatuto Orgânico, Lei de Terra, do Orçamento, Contratação Pública.


Apesar de consultar o Guia de Administrador para a prática de actos administrativos, a ré admitiu que, por vezes, atropelava em menor parte a Lei de Execução Orçamental.


Confessou ter atropelado a lei de forma “voluntária, consciente e intencional, tendo em conta as circunstâncias da crise que assola o país desde 2014, altura em que o Tesouro Nacional não homologava a tempo às Ordens de Saque”.


Quanto à selecção de empresas prestadoras de serviço, disse que a administração do Chinguar as contratava por via de cartas convite com valores entre dez a 35 milhões.

 



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