Luanda - Tomamos conhecimento que cerca de (93) de nossos colegas do Bié foram despromovidos de escalão por terem feito um curso à distancia através de uma universidade Brasileira pela simples razão de que o Estado não reconhece licenciaturas ao que se diz obtidas através de este tipo de ensinamento.

Fonte: Club-k.net

Durante 3 anos tivemos aulas dessa Universidade através de vídeo aulas, vídeo exames que culminou com nossa ida ao Brasil para a defesa da tese de licenciatura.

 

Os escritórios dessa universidade foram acreditados em Angola e no Bié e por via disso em quase todas as províncias foram ministradas cursos.


Existem também nos mesmos moldes universidades instaladas em Angola e em quase todas as províncias que ministram cursos à distancia que colocaram no mercado de trabalho milhares de formados nos mais variados segmentos de especialização.


Desses quadros formados à distancia milhares são funcionários do estado e colocados nas diversas províncias e a serem considerados como técnicos superiores sem que sobre si nenhuma medida foi tomada.


Somente foi no Bié e concretamente sobre essa Universidade que foram tomadas medidas de encerramento da mesma e de despromoção de todos os licenciados aí saídos.

Somente foi no Bié e somente aos estudantes formados por esta instituição e colocados na Educação foi que abrangeu a medida de despromoção de categoria de técnicos superiores para técnicos médios. A história ensina-nos Senhora Ministra que, quem evita não é burro.


Essas instituições do ensino à distância foram acreditadas no país e nas províncias. Só isso serviu de garantia e de certeza para que sem hesitar os interessados se lançassem de vivo interesse, esperança e empenho físico, intelectual e financeiro na busca de um título que lhe permitisse no futuro ascender e melhorar de escalão profissional e de vida numa altura que o deficit de instituições de ensino superior era claramente baixa. Na sua grande maioria lançaram-se nesse desafio trabalhadores-estudantes.


Essas instituições estão reconhecidas nos países de origem e por essa via as embaixadas angolanas nesses países autenticaram e validaram os documentos emitidos por essas universidades e em Angola o Ministério das Relações Exteriores e o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos, INAAREES também confirmava.


As autoridades públicas afins sabiam disso e acompanhavam o desempenho das mesmas. Mais de (93) formandos por esta Universidade vão ver em vão os seus esforços duramente obtidos atirados para o lixo.


Como é que volvidos (7) anos se toma essa decisão, somente para esta universidade, somente para os do Bié e somente para os da educação.


Porque não tomar noutras províncias e noutras Universidades na mesma situação. Na polícia, na Segurança, em Gabinetes provinciais, em Ministérios existem milhares de pessoas nessa situação.
Porque somente o Ministério do Ensino Superior não reconhece o ensino à distância, quando outros Ministérios, Governos provinciais, etc do país o reconhecem e por via disso actualizaram o escalão profissional das pessoas se licenciaram por esta via?


Aconselha-se pois que se faça um arrolamento da situação à todos os níveis e de Cabinda ao Cunene. Veja-se que instituições e a quantidade de formados atingidos e que estão a laborar no Estado e depois vê se vale a pena espicaçar o marimbondo.


Vamos ser justos, prudentes e usar o bom senso.

 



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