Luanda – Governo investiu cerca de 30 milhões de dólares em cinco unidades e estudos estimavam encaixe de 80 milhões, com a alienação dos activos. Mas embolso não foi além dos 16 milhões de dólares. Entidade responsável pelo processo justifica o facto com o contexto económico.

Fonte: JV

Executivo encaixou 16 milhões de dólares com a venda de cinco fábricas da Zona Económica Especial Luanda-Bengo, 47% abaixo do valor investido há pouco mais de 10 anos. Ao todo, o anterior Governo gastou 30 milhões de dólares na execução das unidades fabris.

 

Além da depreciação do valor investido, as empresas foram vendidas 80% abaixo do valor de referência, determinado por especialistas na matéria, dado que a observação técnica estimava uma alienação à volta dos 80 milhões de dólares.

 

Valter Barros (na foto), presidente do conselho de administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (Igape), justifica a desvalorização com o contexto económico e explica que o último estudo para o cálculo do preço de referência foi realizado há cinco anos, período em que, argumenta, as “condições eram diferentes” das actuais.

 

O gestor sublinha que o principal objectivo do Executivo é gerar mais postos de trabalho, e faz fé que, com a entrada em funcionamento dessas unidades inoperantes há 10 anos, o objectivo será uma realidade. Para os próximos tempos, o Governo prevê a privatização de mais 25 companhias na Zona Económica Especial Luanda-Bengo.

 

As cinco empresas entregues esta segunda-feira, 9 de Setembro, são a Carton, Indugidet, Juntex, Univitro e Coberlen. A Carton, por exemplo, uma unidade para embalagens de caixas, tinha um preço de referência à volta dos 3,26 mil milhões de kwanzas, mas a Angollissar acabou por pagar 100,2 milhões de kwanzas.

 

A Juntex, indústria de argamassa para assentamento e revestimento de paredes, foi vendida a 225 milhões, tendo a proposta inicial do Governo sido estimadaem mil milhões de kwanzas. Na Coberlen, ligada ao fabrico de cobertores, o Igape pretendia encaixar 1,6 mil milhões de kwanzas, mas acabou por arrecadar 295 milhões de kwanzas.

 

A Univitro, a única em funcionamento, foi vendida a 555 milhões de kwanzas, contra os 2,6 mil milhões que o Governo previa. Já a Indugidet, de produtos de higiene e detergentes, foi comprada a 3,337 mil milhões de kwanzas, contra os 6,0 mil milhões almejados.

 

As unidades estão a ser vendidas no quadro do processo de privatização, visando, na perspectiva governamental, a geração de empregos e a redução dos encargos do Estado.



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