Malange (Quizanga) - Depois de lerem este artigo, provavelmente poderão  questionar se o articulista está preparado para andar com um sapato rústico, uma calça velha e pagar renda numa casa no Zango? a resposta é, sim, estou preparado, até porque escrevo a partir da Quizanga minha terra natal, localizada na província cristalisadora da revolução neste em Angola (Malange), caçando e cultivando. Eu, não só faminto, e não falemos mais sobre isso.


Fonte: Club-k.net


No MPLA baseio-me ao artigo 5º alínea e) dos seus estatutos e na UNITA no artigo 2º alínea 4), onde ambos abordam a proteção dos direitos à liberdades e o exercício cívico dos cidadãos.

 

O famoso adágio  angolano, segundo a qual “falar da oposição fortalece o MPLA”, como forma de poupar a oposição, eu, não pactou, pelo facto de primarmos por uma ciência com rigor científico, objectividade, análise, verdade intelectual e ética. Assim como para mostrar o que está mal e o que se pensa e relação a sua posição precisamos de saber.

 

Que oposição temos?

 

A frágil oposição partidária angolana, encabeçada pelo maior partido na oposição UNITA - União Nacional para Independência Total de Angola, precisa de vincar nova posição para os novos tempos.

 

A UNITA, deve largar o amiguismo parlamentar, não se confinar apenas na Assembléia Nacional uma vez que o que saí de lá não alcança o auto e visibilidade pelo facto de não vos darem espaço nos órgãos de Comunicação Social Público, como tem se queixado e denunciado nos últimos dias.


Conheço vários périplos do presidente Samakuva em muitas regiões, achamos que existem muitas outras figuras carismáticas na UNITA. Que ajudem a iniciativa do vosso presidente e não se confinem apenas em consertos institucionais,  devem sim, encabeçar a fúria do povo angolano, começando na vontade das classes. Por exemplo: Não há quem hoje esteja contente com a inserção das imagens do Presidente da República José Eduardo dos Santos e de Dr. António Agostinho Neto no novo Bilhete de Identidade angolano. Quem encabeça esta euforia?


A quem diga que a morte do primeiro Presidente da UNITA, Dr. Jonas Savimbi terá levado consigo o próprio partido. Será?  Estudantes, Camponesas, Docentes, Médicos, Enfermeiros, Politólogos, Antropólogos, Sociólogos Juristas, Constitucionalistas, Filósofos até mesmo generais do Majoritário clamam por um Líder Popular, com posição clara e firme. Onde está a UNITA? como um partido histórico e com responsabilidades acrescidas sobre o território nacional. 


Senhores Deputados se “a frustração e o desespero transformaram o país num local onde as mortes súbitas atacam em todas as direcções e em todas as idades. Os salários, para quem foi bafejado pela sorte de um emprego, não têm o peso que deviam ter, reduzindo drástica e tragicamente o poder de compra dos cidadãos. Os índices de criminalidade continuam a subir de forma vertiginosa”, então como ficamos? Só na Assembléia.


Não queremos mais quem se queixa que “com a Comunicação Social, continuamos a constatar um degradar da situação na chamada imprensa pública, onde não há liberdade de expressão. A TPA, a Rádio Nacional de Angola e o Jornal de Angola constituíram-se em verdadeiros entraves à democracia nascente no nosso país, dando espaço apenas à mesma face da moeda e não permitindo a pluralidade da informação. Sem justificação aparente, esses órgãos de comunicação social são orientados a não transmitir aos Angolanos os debates que ocorrem nesta Assembléia Nacional, com o intuito claro e propositado de calar as vozes da Oposição e procurar passar a imagem de que ela nada faz em defesa dos interesses do Povo que a elegeu”. Na prática funcionar com a vossa visita nas Instalações da TPA, RNA e JA e esclarecer aos jornalistas o risco que correm ou protestar com base as leis.


Na verdade os órgãos possíveis e necessários à não deturparem as vossas informações são os que levaram na ultima missão para o Huambo e parabenizo a UNITA, pela mobilização que teve em levar mais de oito órgãos para o interior, mesmo com a ausência da TPA, RNA, JA e a TV-Zimbo. 


UNITA, PRS e a FNLA como partidos, têm grande missão para com a nação angolana, mesmo com os ínfimos deputados que são. Vós, sós 27 com os menos dois da Nova Democracia que faz formalmente 29 deputados na oposição saídos das eleições de 5 e 6 de Setembro de 2008, que bem aceitaram os resultados. Os líderes são apenas um. Como o Hitler, Mandela, Savimbi, e Bin Lader...


Políticos, “quem está na chuva deve molhar”, o clima político angolano está  fértil para política de verdade e com a verdade, saibam que com o MPLA não se compete com a bíblia na mão. Angola deve mostrar o seu descontentamento, tal como sofre, e a actual degradação social dá abertura de manifestações e outros actos legalmente conferidos, a não ser que estejam apenas preocupados com o Conselho da República, Carros e o Ventre. 


Vou falar do MPLA e, Eu falo do MPLA de forma muito especial porque é o condutor de toda política nacional e de forma particular já fui da defesa civil já dirigi a OPA – Organização do Pioneiro Angolano na escola Vila Matilde onde não começava as aulas sem a minha chegada para hastear a bandeira. 


Por isso senhores deputados da bancada parlamentar do Maioritário precisam de ética que nos ensinaram na OPA. No MPLA, falta ética e respeito aos eleitores, não se percebe quê metodologia adoptam para excessivas palmas mesmos sem dados relevantes por parte da vossa bancada, como forma de banalizar as idéias da oposição ao ponto mesmo de murmurarem a distancia textualmente (este deputado está frustrado! uuuoooo).  


Não focalizem os valores que tem, para dentro do MPLA ter um senso crítico sou precisam não  mentir cristalizando sabedorias para trair o povo inocente. Sabem bem que ao nosso nível não pactuamos com asneiras controversas para os vossos estômagos. 


Não quero voltar a dizer que em relação aos Quadros o MPLA está em crise, quero sim dizer que em cada um graxa tem dez parentes passados com os seus pronunciamentos. Que se prevê uma futura crise  social nas famílias bantus de pobres contra ricos e irmãos contra irmãos.



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