Luanda - A Direcção de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional vem, através desta, exercer o direito de resposta ao Portal de Notícias Club-k, em função das informações que publicou, cujo título é “PGR e os 60 mil fantasmas da Polícia Nacional”, no dia 19 de Setembro do ano em curso, pelas 15 horas e 33 minutos, que fazem menção às declarações feitas por Sua Excia. Comandante-Geral da Polícia Nacional, aquando da cerimónia de encerramento do 17º Curso Básico de Polícia de Ordem Pública, dando conta da não existência de 120 mil efectivos policiais, mas sim de 60 mil, o que faz o portal de notícias em referência alegar que, metade (60 mil) dos efectivos são fantasmas e estão a receber dinheiro indevidamente.

Fonte: Club-knet

DIREITO DE RESPOSTA

Tendo em atenção o previsto na Lei nº 1/17, de 23 de Janeiro, Lei de Imprensa, no seus artigos 6º,  7º, 11º e 18º, a Direcção de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional solicita que se publique com o mesmo destaque o seguinte esclarecimento:


1. As informações publicadas pelo Portal são infundadas e constituem inverdades, pois, na ocasião, Sua Excia. Comandante-Geral da Polícia Nacional de Angola frisou que existem mais de 100 mil efectivos na Polícia Nacional e, destes, apenas 60 mil cumprem trabalhos operacionais ou de enfrentamento directo à criminalidade;

 

2. A Polícia Nacional de Angola tem, entre outros serviços, a responsabilidade da protecção e inviolabilidade das fronteiras do país, a segurança das individualidades protocolares e diplomáticas, a protecção dos objectivos económicos e estratégicos, o trânsito rodoviário, e comporta, de igual modo, todos os serviços administrativos de apoio à actividade operacional, bem como a segurança de todas as suas instalações (Esquadras, Comandos e Unidades Policiais);


3. Outrossim, os serviços administrativos da corporação consomem parte dos efectivos, pois, embora o carácter da instituição exija indispensabilidade destes serviços para o cabal exercício das suas atribuições, isto sem falar dos efectivos que se encontram adoentados, em repouso (pré e pós-parto), etc;

 

4. Fica claro que, dos mais de 100 mil efectivos da Polícia Nacional, destinados ao combate à criminalidade, são utilizados os efectivos que restam da diferença entre os necessários aos órgãos administrativos e órgãos de apoio operacional acima referenciados, é assim que se fazem as contas.

 

A Polícia Nacional é uma instituição com especificidades próprias e o seu funcionamento obedece a regras e padrões operacionais que só os seus profissionais compreendem, pelo que, se exige que os profissionais da escrita ou qualquer outro cidadão que queira tecer opiniões e comentários sobre assuntos a si inerentes procurem sempre contactá-la para que não corra o lamentável risco de desinformar, criar notícias falsas, sensacionalismo barato e que atentem contra o bom nome da corporação e, sobretudo, do Comandante-Geral da Polícia Nacional.


Assim, esta Direcção apela aos órgãos que têm divulgado informações do género, beliscando desta forma a imagem da corporação policial a terem maior cautela e rigor informativo nas suas matérias, pois de uma ou de outra forma acabam por criar insegurança no seio da sociedade, pelo que agradece a colaboração no sentido de não publicarem conteúdos sem antes fazerem uma análise minuciosa sobre o que se pretendia transmitir.

 

“Por uma Polícia mais próxima do cidadão, comuniquemos com eficiência”

 

DIRECÇÃO DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA/PNA, em Luanda, aos 20 de Setembro de 2019. –

O DIRECTOR

ORLANDO PAULO JORGE BERNARDO
**COMISSÁRIO**

 



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