Luanda – A questão do aumento dos preços dos produtos da cesta básica – sempre que se avizinha a quadra festiva – é tão antiga como o nosso kwanza. Pois, a mesma história arrasta-se todos os anos e quase ninguém se atreve alterá-la, apesar do pequeno esforço do Ministério do Comércio.

Fonte: Club-k.net

‘O mais importante é resolver o problema do povo/consumidor’


Muito recentemente, o titular da pasta do Comércio deu mais um passo importante para tentar minimizar o impacto negativo que este fenómeno provoca nos bolsos da população, sobretudo para aqueles que vivem no linear da extrema pobreza.



Ora, os pronunciamentos públicos de Joffre Van-Dúnem Júnior na terceira semana do mês em curso, sobre o ajuste de preços nos mercados formal e informal já começaram a provocar alguns efeitos, uma vez que um dos órgãos inspectiva deste ministério já entrou em acção.


Mas antes, o próprio ministro (como um grande general) entregou o seu corpo as balas venenosas dos comerciantes gananciosos, interditando, por enquanto, a exportação dos produtos da cesta básica aos países vizinhos, a fim de travar a carência (que gera especulação dos preços) no mercado interno.



Tal como defendeu [ele mesmo] está semana na província do Zaire, os comerciantes só devem exportar quando existir o excedente. E que está acção em nada interfere na actividade dos agentes comerciais e muito menos nas rendas e empregos de muitas famílias que dela dependem.


E para mostrar que não está para a brincadeira dos comerciantes, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), em sintonia com o pensamento estratégico do titular da pasta do Comércio, suspendeu já três estabelecimentos comerciais dos grossistas que estavam mergulhados em inúmeras irregularidades, dentre as quais a especulação dos preços dos produtos da cesta básica.



Portanto, esperamos nós que está acção de repor a legalidade em defesa dos interesses da população em geral, alcance todos comerciantes que continuam a desrespeitar as leis, em vigor no país, para o bem da justiça económica e em respeito ao esforço gigantesco do actual chefe do Executivo, João Lourenço.


Ao nosso ver, o senhor ministro fez muito bem de tornar o INADEC (a tábua de salvação dos consumidores) mais actuante neste período. Pois, essa atitude demonstra claramente ¬ – como governante – o seu grande ‘sentido de estado’, em consonância com a máxima do ‘setembrista’, António Agostinho Neto, que o seu partido (MPLA) que faz questão de recordar a todos: “O mais importante é resolver o problema do povo”, ou melhor, em outras palavras: “O mais importante é resolver o problema do cidadão consumidor”.

 



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