Luanda - O Governo angolano prevê admitir ainda este ano, nos sectores da educação e da saúde, mais de 19 mil novos profissionais, no âmbito dos concursos públicos de ingresso, anunciou, nesta terça-feira, o Presidente da República, João Lourenço.

Fonte: Angop


Ao apresentar a mensagem sobre o Estado da Nação, no Parlamento, o Chefe de Estado afirmou que o sector da educação será o primeiro a ser reforçado, com 10 mil novos quadros, por via de um concurso público, em Novembro.

Relativamente à saúde, anunciou a admissão de pelo menos nove mil novos quadros, para reforçarem e melhorarem o processo de assistência médica e medicamentosa à população.

Segundo João Lourenço, nos dois sectores já foram admitidos, por via de concursos públicos no ano transacto, 31 mil e 885 novos quadros, para reforçarem e melhorarem o processo de atendimento nas comunidades.

Ainda sobre esses sectores, o Presidente ressaltou as acções já desenvolvidas durante os seus dois anos de mandato (2017 e 2018), sobretudo a construção e reabilitação de infra-estruturas.

Até ao momento, referiu, essas acções permitiram aumentar a rede escolar do país para 97 mil e 684 salas de aulas.

Isso representa aumento de mais 12 mil e 684 novas salas, que permitiram matricular, neste ano lectivo, 10 milhões 608 mil 415 alunos, em vários subsistemas de ensino.

Quanto à saúde, o Presidente ressaltou a entrada em funcionamento de centros e unidades sanitárias de referência, destacando-se três de hemodiálise.

Trata-se dos centros do Hospital Geral da Huíla, do Hospital Pediátrico David Bernardino (Luanda) e do Hospital Geral do Luena (Moxico).

João Lourenço disse estarem ainda em construção, em Luanda, o novo Hospital Sanatório, dos Queimados e a nova Morgue de Luanda, bem como anunciou a reabilitação, em breve, do Hospital Américo Boavida.

Em termos de assistência, destacou a existência de 286 pacientes em junta médica em Portugal, maioritariamente a padecerem de insuficiência renal.

De acordo com o Chefe de Estado, Angola aposta na abertura de centros de hemodiálise, para pôr fim ao envio de doentes para o estrangeiro, situação onerosa para o país.

Seca no sul do país

Noutro domínio, João Lourenço referiu-se aos efeitos da seca e anunciou que a primeira empreitada da construção das seis barragens de retenção, de sistemas de captação de água e canais adutores, na província do Cunene, inicia brevemente.

Dividida em seis lotes, a empreitada compreende a construção do sistema de captação no Rio Cunene, bombagem, conduta pressurizada, canal aberto desde a localidade de Cafu ao Cuamato e mais dez chimpacas.

A seca no sul de Angola afecta mais de um milhão de pessoas nas províncias da Huíla, Cuando Cubango, Namibe, Benguela, Cuanza Sul e Cunene, incluindo milhares de cabeças de gado.

Das províncias da Região Sul, o Cunene é que enfrenta, há oito meses, a mais severa estiagem da sua história, que já deixou mais de 800 mil famílias e mais de um milhão de bovinos à beira da morte.

São, no total, 857 mil 443 pessoas a viver os efeitos da estiagem e um milhão e 100 bovinos em risco de morte, por fome ou por sede. A falta de chuva prejudica a agricultura de subsistência.

O discurso sobre o estado da nação marcou o início da III Sessão Legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional, que vai decorrer até 15 de Agosto de 2020.

Assistiram ao acto várias personalidades políticas, diplomáticas, militares e da sociedade civil.



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