Luanda - Os serviços de Segurança do Estado perderam a racionalidade, estão a induzir o Presidente João Lourenço no erro tal como a DISA induziu Agostinho Neto ao erro e gerou o 27 de Maio, tal como o SINFO-SINSE induziram José Eduardo dos Santos ao erro e agora a história de repete. O Direito à Manifestação está consagrado na Constituição aprovada com muito gosto pelos deputados do MPLA em 2010. A manifestação é uma das mil formas de participação política, é um exercício de Cidadania , uma forma rudimentar de fazer sentir a voz dos que não tem voz.

Fonte: Club-k.net


Nós (Revús), nunca tivemos interessados a prejudicar a governação do senhor João Lourenço, mas temos notado uma marginalização institucional dos revús por parte das autoridades políticas quando vivem ludibriando a opinião pública que pretendem contar com o contributo da Sociedade Civil.

 

 

Por exemplo, convocamos pela primeira vez a manifestação contra o desemprego nos meiados e nos finais de 2018, a terceira aconteceu em Agosto de 2019 e na sequência aproveitou-se a oportunidade para chamar atenção às autoridades hoje dia 15 de Outubro, mas os serviços de segurança do Estado e o gabinete de Comunicação e Imagens do Ministério do Interior produziram calúnias e difamação para inviabilizar a manifestação ao invés de procurarem ouvir o que levava os jovens a insistir na mesma tecla, criaram um estado de Terror com uma repressão sem precedentes no tão apregoado "novo paradigma". Lamentamos a postura pouco inteligente daqueles que seriam guardiões do Estado , mas que preferem colocar-se numa posição de eternos opressores.


Neste preciso momento, registamos vários cidadãos angolanos que foram vítima da repressão e até de pessoas que estavam de passagem, alguns encontram-se hospitalizados, outros detidos e espalhados nas diversas esquadras de Luanda. A postura da Polícia Nacional nunca nos tirou a vontade de protestar contra esse estrutura apodrecida, quanto mais nos batem, mais sentimos vontade de exigir o que nos é devido. Já fomos presos, agredidos, raptados, insitimos porque a solução repressiva não funciona. O que nós queremos é que cumpram com a promessa. Já estudamos, agora queremos trabalhar para o bem do país e para as nossas necessidades enquanto humanos.

 



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