Luanda - A Autoridade Reguladora da Concorrência de Angola deu aval positivo à parceria entre a Sonangol, petrolífera estatal angolana, e a Total, empresa francesa, para distribuição e comercialização de derivados de combustíveis no país.

Fonte: Lusa

Num comunicado, a que agência Lusa teve hoje acesso, a Autoridade Reguladora da Concorrência refere que "decidiu não se opor à operação de concentração de empresas, notificada pela Sonangol e Total Outre Mer", tendo em conta que "os compromissos apresentados pelas notificantes permitem a manutenção da concorrência efetiva nos mercados relevantes identificados".

 

A 'joint-venture' entre a Sonangol e a Total foram assinadas em Luanda, em dezembro de 2017, pelo então Presidente do Conselho de Administração da petrolífera angolana, Carlos Saturnino, e pelo seu homólogo da petrolífera francesa, Patrick Pauyanné.

 

A nota da Autoridade Reguladora da Concorrência sublinha que com esta parceria, concretizada através da constituição de uma sociedade anónima, serão desenvolvidas atividades de logística, distribuição e comercialização de produtos derivados de hidrocarbonetos líquidos e gasosos, prestação de outros serviços relacionados ou complementares, respetivamente.

 

O investimento conjunto prevê ainda a distribuição de soluções para energia solar e a realização de atividade no segmento de soluções de energia hídrica, realça a nota.

 

Um ano depois da assinatura do acordo em Luanda, a Total anunciou que iria entrar no ramo da comercialização de combustíveis em Angola, através da parceria com a Sonangol, que cederá os primeiros 45 postos de abastecimento.

 

A multinacional francesa, operadora petrolífera em Angola desde 1953, esclarecia que as duas companhias "decidiram criar uma 'joint-venture' para desenvolver atividades de retalho e de distribuição no país, o quarto maior mercado da região subsaariana".

 

"A 'joint-venture' Total-Sonangol irá inicialmente concentrar-se na atividade de distribuição e venda de combustíveis no segmento B2C (mercado empresarial), lançando uma rede de bombas de combustível com a marca Total. Ela desenvolverá, em paralelo, atividades no B2B (retalho)", referia-se no documento.

 

A Total acrescentava ainda que, "dependendo" dos "avanços no atual processo de liberalização" da comercialização de combustíveis a retalho, a petrolífera francesa "também pretende desenvolver através desta parceria, tanto atividades de logística como de fornecimento de derivados de petróleo, incluindo a importação e armazenamento primário de produtos refinados".

 

Com base na parceria, a Sonangol irá "contribuir com 45 bombas de combustível já existentes em áreas urbanas e nas estradas nacionais", que chegará desta forma a dez províncias do litoral e centro do país.

 

A petrolífera francesa lembrava na altura que a parceria estava sujeita "à avaliação pelas autoridades que regulam a concorrência" em Angola.

 



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