Luanda - O embaixador angolano em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, destacou, sexta-feira, em Lisboa, a importância do investimento privado no processo de diversificação da economia angolana, convidando as empresas portuguesas a reforçarem a presença no mercado nacional.

Fonte: Angop

Para o efeito, o diplomata fez referência à aprovação da lei que estabelece os direitos e obrigações, bem como o estatuto, regimes, benefícios, facilidades e as vantagens favoráveis ao desempenho da actividade, num período de 10 anos.

 

O diplomata, que falava sobre a diversificação da economia angolana, na qualidade de convidado especial no encontro do “International Club of Portugal”, uma associação composta por empresários de diversas nacionalidades, especialmente portugueses, destacou os programas e projectos actualmente em curso para potenciar a diversificação da economia angolana.

 

“A construção de uma economia de mercado, a sua diversificação, a redução do sector público, a não dependência das receitas de um único produto, bem como a criação de um ambiente de negócios atractivo ao investimento privado, além de várias medidas políticas, económicas, financeiras e sociais são medidas que foram adoptadas para redinamizar todo o processo de transformação da economia nacional”, referiu Carlos Alberto Fonseca.

 

Portugal, Segundo o embaixador, está entre os três principais parceiros comerciais de Angola, sublinhando a importância que as empresas portuguesas no processo de transformação e de redinamização da economia angolana, em parcerias ou individualmente, apesar da crise financeira e económica surgida em 2014.

 

Carlos Alberto Fonseca frisou que as crises económicas e até mesmo as recessões, quando elas existem, não são eternas e por isso o relançamento dos investimentos portugueses será um facto, tal como a retoma do crescimento na economia nacional, que também já é um facto.

 

A complementaridade das economias de Angola e de Portugal, de acordo com Carlos Alberto Fonseca, continua a tornar o país um destino privilegiado para a internacionalização das empresas portuguesas tornando-se, não um destino final, mas um acesso privilegiado aos mercados da SADC e da CEEAC, tendo em conta o recente acordo de livre comércio continental africano.

 

Na sua interveção fez menção ao processo de privatizações actualmente em curso no país e do plano de avaliação da qualidade dos activos das 13 maiores instituições financeiras de Angola, que representam mais de 90 por cento de todo o sistema, na perspectiva da sua potencialização no financiamento à economia e protecção dos interesses dos depositantes.

 

Sublinhou a assinatura do acordo para evitar a dupla tributação e fez um diagnóstico das relações de Angola com o FMI.

 



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