Luanda - Senhor José Ribeiro, antigo director do Jornal de Angola, e, em consequência da alteração da Lei das Empresas Públicas, depois PCA das Edições Novembro-EP, empresa que tutela, entre outros, o título JORNAL DE ANGOLA. Confesso-lhe que estou espantado com a forma como se dirige e trata o Presidente da República, João Lourenço, o general Fernando Garcia Miala, e seus pares, os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado, e com a transformação do julgamento do general na reserva José Maria. O texto de sua inteira responsabilidade e imaginação, que pretende manter os interesses dos seus antigos patrões, não podia ter um título melhor: ESCRITOS NA NÚVEM. Antes de continuar, vou me apresentar. Sou o Cláudio Lopes. Tenho a certeza, irás negar que nos conhecemos, não me vou admirar.

Fonte: Club-k.net

Esteja descansado. Quem escreve o que escreveste, só pode ter dificuldades em memorizar, doutra maneira não teria dito, na forma escrita, as mentiras, as besteiras, as injúrias, enfim, esquecer em dois anos a forma como dirigiu o Jornal de Angola. Mas voltamos ao jornal mais adiante. Dizia que nos conhecemos.

 

Vamos passar aos factos. Em 2004, viajamos para Portugal, cumprindo uma missão de Estado para contratar pessoal disponível a trabalhar em Angola, no âmbito de uma estratégia, até aonde sei, pretendia preparar as condições políticas no seio da comunicação social, tornando o ambiente favorável ao MPLA e ao antigo presidente, José Eduardo dos Santos. Conseguimos uns 20, que deviam seguir viagem com destino Luanda nos próximos dias, do ano em referência, 2004. Eu tinha a missão de supervisionar, ver, anotar e reportar à minha área de especialidade. Tu é que falavas com as pessoas, eras o jornalista. Cumprimos juntos duas missões. Foi nessas circunstâncias em que nos conhecemos. Depois nos cruzamos mais duas ou três vezes. Por isso é normal que te esqueças de mim. Aliás, quem tem problemas de memória, não pode mesmo recordar. Numa das conversas, te queixaste da forma como tinhas sido tratado pelo general Zé Maria, a quem chamaste de boçal. Sei que não foi por maldade. Curioso, hoje escreves mentiras e insultas pessoas e instituições por causa do boçal.

 

Quer dizer, do general na reserva Zé Maria. Tens a coragem de transformar o julgamento do general Zé Maria num caso de perseguição, que está a ser vítima de pessoas com dificuldade em aceitar a circulação de informações úteis ao país, sobre a sua história de luta, a batalha do Cuito Cuanavale. Que a publicação de textos sobre os Acordos de Nova Iorque, em 2018, no Novo Jornal, é o motivo do julgamento. Não é verdade.


Ribeiro, estamos num Estado de direito, aliás sempre afirmaste isso nos teus artigos, espero que não troques a palavra. Tens o direito de defender o que quiseres, apenas não mintas nem envolvas na tua chafúrdia altas figuras do Estado. Sei que te queres tornar herói, chamar a atenção do poder, sair do desespero. Agora sabes como é duro. Mas esta foi a tua arma ao longo do teu tempo, o que melhor soubeste fazer. Está claro no teu texto que a instauração do processo crime, a detenção e o julgamento, que podia ser evitado, do general reformado, teve somente a ver com a sua rejeição em entregar às Forças Armadas os documentos que tinha em sua posse.


Se tivesse entregue, não estaria a ser julgado, nem tu, Ribeiro, terias escrito aquele texto infeliz. O general, dizes, estava a fazer um grande trabalho à nação. Todos concordamos. Por ter passado a reforma, tinha a obrigação de entregar os documentos. Ou também ficaste com documentos do jornal, sob pretexto de estares a fazer um grande trabalho à nação? Espero que não. Brincadeira, sabes que sabemos que não. É rápido. Conheces os nossos meios. Então tudo que disseste é mentira. É mentira que agiram movidos pela perseguição. É mentira que o Presidente da República aguardou pela nomeação do general Miala para avançar com as medidas. É mentira que o general Miala influenciou a abertura do processo crime e consequente julgamento. É mentira que Augusto Tomás, antigo ministro dos Transportes seja vítima de perseguição. Enfim, é tudo mentira. Tu és mentiroso, Ribeiro.


Tem mais. Dizes que tudo isso não é bom para imagem de Angola. Concordo. Mentir é feio, e prejudica os alvos da mentira.


O que fizeste, Ribeiro, é vergonhoso. Já te mostro.


Voltando ao Jornal de Angola. Temos o registo de tudo sobre a tua gestão danosa no jornal, que não poupou pessoas nem o património. Destruíste a vida de muita gente, profissionais que se dedicaram à pátria, que nos tempos mais difíceis, não usaram de estratagemas para deixar o país e fugir da guerra. Nós sabemos de tudo. Ribeiro, não te finjas, sabes que sabemos. Aliás, a viagem a Portugal tinha como verdadeira missão trazer quadros para concretizar os planos de comunicação, mas tu e os que recrutaste se desviaram do espírito e "tacaram" o terror nas redacções. Quem não se curvasse, mostrando o "c", estava feito.


Repito: nós sabemos de tudo. No teu artigo, gabas-te de estar a agir em defesa dos melhores valores. Quais? Os de perseguir pessoas. Como director do jornal, quantas não foram as reclamações que chegaram à nossa mesa, sobre impedimento de publicação de textos, de alteração de informação prestada pelas fontes, publicando falsas notícias, apenas em teu nome pessoal.


Quando eras chamado ao ministério para te explicares, entravas mudo e saías calado. Falas em respeito dos valores do Estado. Que Estado? Quem não respeita o Presidente da República e as instituições, tem moral para falar em nome do Estado, de exercer a sua cidadania?


Não. Não tem, Ribeiro. Sei da tua aflição. Não é fácil. Sobretudo para quem tinha vida de lorde, de viagens à França, Suíça (a tua Suíça) e a Portugal quase que por semana uma vez, tal era o ritmo, que só visto.

 

É assim que ainda queres servir o Estado? Andas a namorar o ministro João Melo para te oferecer uma vaga de adido, e ainda te comportas assim? Querias Suécia, os vinhos, agora Rússia, a vodka, apagar as mágoas... Ribeiro, retrata-te!


Sê sério, nem que seja a última vez, já que pela tua idade... Que o ministro João Melo esteja atento e desista de ti, senão vai só piorar a situação dele, que só está a criar problemas.


Ribeiro, pessoas como tu, são uma vergonha. Bem que naquela altura, um dos meus colegas me avisou: Lopes, cuidado com aquele senhor, faça só o teu trabalho. Ok. Mas... Um dia vais saber por quê. Ribeiro, para que saibas, não avanço as datas, os dias, as semanas, os meses, o nº dos aviões, os nomes dos outros membros que integraram as equipas, para os proteger, sabendo que não devem pagar pelas tuas diatribes, e por razões de segurança de Estado.


Ribeiro, o Estado é uma pessoa de bem. Ainda te é possível recordar? E as pessoas de bem protegem os seus irmãos, os seus amigos e colegas, são solidárias. Mas tu não sabes o que é isso. "Deixaste" o jornal. Pelo que fizeste, queriam te apanhar nos familiares dos profissionais que destruíste.
Fomos nós que os impedimos, controlamos a situação. Mas tu não sabes, nem podias saber. Se abrirmos os portões, vão te apanhar no quintal e desprotegido.


Por isso, Ribeiro, não mintas mais. Não sujes com as suas loucuras pessoais, honestas e ocupadas com assuntos sérios.


Por isso, dizia, no início, que não podias escolher melhor título: ESCRITOS NA NÚVEM. Explica na perfeição o teu estado mental, tremendamente inconstante, aluado, louco, maluco. MENTIROSO!"

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: