Luanda - Vladimir Putin é o presidente de um dos países mais poderosos do mundo, nos contextos político, diplomático e militar; é o chefe de uma das nações que mais contribuiu para os atuais poderes políticos e militares em África;​ representa enorme fatia da diplomacia ​​caucasiano-ocidental. ​

Fonte: Club-k.net

O país que representa tem corpo diplomático acreditado em Luanda como aliás teria de ser, como fonte do poder sem igual na ordem interna...


Estou em crer que a presença da embaixada russa em Luanda terá municiado a mais alta autoridade russa sobre processos crimes em curso na PGR, entre os quais, aquele que envolve a suposta primogênita do ex-ditador angolano por gestão danosa na petrolífera SONANGOL (não serei eu a debruçar-me sobre justeza ou a existência do mesmo ou de outros prováveis processos, criminosos ou julgados como tal), mas sou eu quem se apoquenta com o facto de estarem no mesmo evento de alto nível, acusador e acusada como se nada significasse para o anfitrião tal processo.


Em bom rigor seria caso para interpretar o gesto como inamistoso e contrário à cortesia diplomática que, não sendo crime constitui agressão suficientemente indelével contra o visado.


Questões domésticas à parte, o General João Manuel Gonçalves Lourenço esteve em Sochi na qualidade de presidente da república, representando o Estado angolano de que sou cidadão de pleno direito, e à quem formulo a seguinte preocupação: qual a razão que o levou a ficar-se pelo "sem igual na ordem interna"?


Apreciações pessoais e políticas à parte sobre a organização continental africana, questiono aos demais representantes de Estados ou governos africanos a razão ou razões por permanecerem quedos e mudos perante aquela afronta! Por falta de solidariedade, por ignorância de assuntos internacionais envolvendo parceiros ou simplesmente porque o refrão Sem Igual na Ordem interna se fica por aí, inacabado e inexpressivo, com o seu poder assente apenas sobre os indefesos cidadãos que deveriam representar condignamente?


Sem superior na ordem externa será chavão para outros que não sejam mendigos ou representantes legítimos da autoridade democrática.

 



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