Luanda - Nuno Carnaval na Comunicação Social, a priori, não era esperado face a agora o facto de existirem muitos especialistas na área. 

                 Mudanças na Classe dos Escribas "et cetera"
Fonte: Club-k.net
O dossier comunicação para além de ser uma das matérias de maior complexidade cultural e científica passa a ser ela também muito relacionada com a capacidade de observação que se exige a qualquer pessoa, assim como, igualmente, um polo de influências, meio de fazer dinheiro no que se viria a constituir uma arma perigosa para os tempos que se vivem em que o poder precisa de ver os demais entes alinhados consigo.

Qualquer homem avisado tinha como não mexer na referida peça de xadrez tão crucial para fazer a sua política. É que o instinto político deva ser a coisa mais rotineira de quem ousa fazer e estar na política. A política não é para inocentes.

Ocorre que o órgão, pelo contrário, mais obrigado a lidar com dados, verificação e reverificação passou a remar contra a maré. É claro que, por mais que fosse tarimbada a equipa, certo é que, qualquer coisa, terá deixado de servir as encomendas. Acresce a queixa duma certa classe por quem se tornou muito arrogante. E a arrogância é própria dos protegidos.

Tudo parecia estranho. Mas a gota d' água foi o número abissal avançado ao PR no Estado da Nação. Logo de seguida veio a ideia de responsabilização. Eis que foi por via dum acto administrativo. A lei não incrimina falhas da administração fora do peculato, como tal.

Vale apenas a mudança por conta da confiança política. Como ? Ora bem, talvez um político, no lugar da Comunicação Social, possa zelar mais de acordo com a conjuntura. Os políticos sabem bem cuidar dos seus cargos. Basta assegurar a missão ideológica. Nada de ser armado em craque porque depois o contraditório acaba por ser de proporção estratosférica tal!...

Este é o problema.

Na verdade, o Nuno não é uma pessoa do metier, é estranho. Mas homens e mulheres da classe existem que destrataram os órgãos como nunca devia ter acontecido. Este é o mal. E, já agora, para o cargo a que foi nomeado, se conseguir ouvir, ser humilde, andar com Deus no coração, pode conseguir fazer brilharete. Alguns profissionais, deixaram de o ser para se tornarem bons aristocratas deixando de abonar a classe que, faz muito tempo, se tornou sofrível, de salve-se quem puder.

A sociedade aristocrata que tomou conta de algumas pessoas deixou de facilitar, e o Presidente fartou-se de ouvir que estava a ser enganado. Qualquer mortal se previne.

Entrementes, nos dias que correm, para se comunicar é só lidar com a escola convencional de jornalismo ou comunicação? Parece que não. Os craques do WhatsApp, Facebook e toda rede de plataformas também concorrem para o novo mundo da comunicação. Pode ser está a escola que mais convença, promova e deixe cair quem quer que seja.

Parece estar-se numa nova sociedade de informação que, cada vez mais, se distancia dos dogmas em função do factor adaptação. Já não existem leis nem compartimentos estanques. Agora, depende de como cada um interpreta as interpreta. Só para ilustrar, "lex est aranae teia, quia, si in eam incidit quid debile, retinetur; grave autem pertransit tela rescisa", a lei é como a teia de aranha: as coisas pequenas prendem-se nela, enquanto as coisas grandes rompem-na facilmente. Esta é a lei do mercado actual (política do mercado).

Porém, nem tudo vale tudo.



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