Luanda - O Tribunal Provincial de Luanda convocou no passado dia 28 de Outubro,  os clientes do 'Banco Mais' depois de ter  atestado  falência, na sequência de um recurso que a instituição bancária interpôs à instauração da acção de falência instaurada pelo Serviço de Recuperação de Activos da Procuradoria Geral da República.

Fonte: Club-k.net

“Sendo de capital importância convocar do credores do Banco Mais, que desde a data da prolação de decisão, dispõe de 30 dias para querendo reclamarem os seus créditos”, le-se na convocatória que o Club-K, na qual o Tribunal acrescenta que “Caso estejam interessados , podem os credores do Banco Mais consultar a decisão no Diário Da Republica, nos editais fixado na porta da sede do Banco Mais, e seus balcões e na porta do Tribunal, conforme o disposto nos artigos 1181, n2, 1218 do C.P.C”

 

A decisão de falência do referido banco foi tomada pela 1ª Secção da Sala do Cível e Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda que nomeou o Banco Nacional de Angola (BNA) como administrador da massa falida.

 

O BNA declarou falência e retirou as licenças de operação aos bancos Postal e Mais, por não terem sido capazes de cumprir um instrutivo que, em Março do ano passado, impôs um prazo expirado a 31 de Dezembro para o aumento do capital social e fundos próprios regulamentares para 7,5 mil milhões de kwanzas.

 

A revogação da licença começou a ser cumprida no dia 1 de Janeiro. O Banco Mais manifestou-se, incialmente, em  comunicado, “disponível para acatar todas as instruções que sejam emanadas pelas autoridades competentes neste processo”.

 

Como administrador da massa falida foi nomeado pelo Tribunal de Luanda, o bancário  João Fernando Quiuma. Foram também autorizados a colaborar na gestão da massa falida, os senhores Edson kaley, António Santana e Filipe Lemos desde que  “tal atividade não traga encargos a massa”.

 

O “Banco Mais” foi fundado em Fevereiro de 2014 como “Banco Pungo Andongo”. Os seus sócios iniciais eram figuras como Manuel da Cruz Neto (Ex-SG da Presidência da República) , Fábio Denílson Silvone António (filho de Paixão Jr), Manuel António Monteiro ( presidente da Federação das Cooperativas agro-pecuárias), Filipe Lemos Inácio (jurista); e Marcos Barros da Fonseca (testa de ferro de Paixão Júnior).

 

Um ano depois da sua fundação, estes acionistas invocaram falência. No dia 28 de Setembro de 2015, os mesmos  decidiram  passar 51% das ações do banco “Pungo Andongo” para a “Mais Finance Service”, a  empresa fantasma de José Filomeno dos Santos que fora usada na burla de 500 milhões de dólares ao BNA, em 2017. A “Mais Financial Service” é controlada por um “testa de ferro”, Jorge Pontes Sebastião, que se tornou depois PCA, do “Banco Mais”.

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